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Autocarro Escolar dedicado e gratuito evita congestionamento no centro da cidade

O School Bus de Braga deverá, neste segundo ano de atividade, recolher o dobro dos passageiros, tal o interesse que o programa de mobilidade, redução de tráfego nas escolas com maior congestionamento e descarbonização da cidade tem suscitado, sublinha o vereador Miguel Bandeira. No ano letivo passado foram transportados 200 alunos e retirados de percursos rodoviários pelo menos 166 carros por dia. Este ano, a avaliar pelo interesse demonstrado, subirão a bordo 400 passageiros e das ruas sairão 370 veículos. A viagem é gratuita. Os autocarros estão em quatro pontos periféricos: Minho Center, Continente Bom Dia, variante do Fojo, Estádio Municipal. Dali seguem para a EB 2,3 Francisco Sanches, EB 2,3 André Soares, colégios D. Diogo de Sousa, Leonardo Da Vinci e Teresiano e para o Conservatório Calouste Gulbenkian.

“Fundos comunitários do “Portugal 2030″ poderão financiar MetroBus de Braga”

Ricardo Rio afirma ter já falado com o ministro do ambiente

O presidente da Câmara de Braga acredita que o MetroBus, também conhecido por BRT, poderá ser financiado pelo Portugal 2030 e, desta forma, concretizar-se na cidade de Braga.
«É um diálogo que temos feito com o Ministério do Ambiente, com o ministro Matos Fernandes em particular, e é uma reivindicação que nós fizemos e uma disponibilidade que ele expressou para vir a consagrar um financiamento para esse efeito no Portugal 2030», disse Ricardo Rio em entrevista ao “TUBjornal” na sua edição especial de novembro/dezembro de 2018.
Segundo o autarca, a Câmara de Braga terá que aguardar pela entrada em vigor do Portugal 2030, esperando que nesse quadro comunitário «haja financiamento também para Braga, para um projeto dessa natureza».
Nesta entrevista, o presidente da Câmara de Braga diz também estar convencido que, atualmente, os TUB são vistos «como uma alternativa para a generalidade dos cidadãos» na utilização «das suas deslocações na cidade, pela qualidade do serviço que prestam», admitindo, contudo o problema da qualidade das viaturas. Para o autarca, o serviço qualificado dos TUB que tem seduzido os bracarenses reflete-se no serviço prestado, na proximidade e na frequência das linhas. «Nós temos, de facto, das ofertas mais qualificadas que eu conheço a nível regional e a nível, às vezes, até nacional em muitos domínios, acrescenta.
Ricardo Rio afirma que há em Braga «algumas franjas da população» que ainda não usam os transportes públicos e que não encaram os TUB como uma alternativa na utilização diária. Por isso , o autarca estabele como objetivo mostrar a estes bracarenses que podem ficar bem servidos e ficarem mesmo a ganhar se começarem a utilizar os transportes coletivos.
E, no que diz respeito aos problemas de trânsito, que muitas vezes condicionam os horários dos TUB, o presidente da Câmara de Braga aponta como solução o aligeirar a carga de trânsito nos vários pontos da cidade, uma vez que não há a hipótese de se criarem vias alternativas. «E a única forma de reduzir essa carga é uma questão quase, diria, geométrica», ou seja, «50 pessoas num autocarro ocupam substancialmente menos espaço e provocam muito menos trânsito do que 50 viaturas», sustenta, acrescentando que a solução passa, assim, por convencer as pessoas por uma maior utilização dos transportes públicos.
Nesta entrevista ao “TUBjornal”, o presidente da Câmara de Braga adianta, por outro lado, a possibilidade dos TUB virem a ter a médio prazo novas valências na área da mobilidade. Segundo explica, pretende-se que os TUB sejam «verdadeiramente, não apenas uma empresa de prestação de um serviço de transporte urbano», mas também que incorpore «outras valências».
Por fim, Ricardo Rio deixa algumas críticas em relação aos apoios do Estado, confessando-se «preplexo e revoltado» por ver que vão ser atribuídos determinados benefícios financeiros «a quem já não os praticava antes da atribuição pelo Governo». «Ou seja, é, no fundo, beneficiar o infrator», acrescenta.

Renovação da frota até 2020

O presidente da Câmara de Braga reitera a vontade de renovar a frota dos Transportes Urbanos de Braga, com a aquisição de cerca de 40 autocarros até 2020.
Na entrevista que concedeu ao “TUBjornal”, na sua edição especial de novembro/dezembro de 2018, Ricardo Rio adiantou os planos de investimento que tem traçado neste capítulo, para além da aquisição das seis viaturas elétricas já concretizada e da candidatura que irá permitr comprar mais viaturas elétricas e a gás natural comprimido.
«O nosso compromisso vai para lá daquilo que venha a ser o financiamento nessas candidaturas. E aquilo que está dentro do plano de investimentos da empresa até 2020 é uma renovação de 30 por cento da frota. Portanto, estamos a falar de quase 40 autocarros que poderão vir a ser adquiridos durante este intervalo de tempo, ou com financiamento, ou com a comparticipação direta através de contratos, por exemplo, de leasing ou de renting, que venham ser utilizados para esse efeito», afirma.

in Diário do Minho, 8 de janeiro de 2019 #TUB #Mobilidade #Sustentavel #BRT #MetroBUS

“TUB já ultrapassaram passageiros transportados no ano de 2017”

EMPRESA MUNICIPAL cumpriu, em meados deste mês, objectivo de novo crescimento anual de passageiros transportados. Meta dos 20 milhões em 2025 está mais perto mas difícil de alcançar.

Os Transportes Urbanos de Braga (TUB) deverão fechar o ano de 2018 com perto de 12 milhões de passageiros transportados. No passado dia 18 de Dezembro, a transportadora municipal ultrapassou o número de passageiros transportados em 2017: 11 659 855.

Teotónio dos Santos, administrador dos TUB, adiantou ao Correio do Minho que, a menos que se registe uma procura anormal nestes últimos dias do ano, a fasquia dos 12 milhões de passageiros não deverá ser atingida, mas ficará muito próxima.

A administração regista o facto de se manter a curva de aumento de procura dos TUB iniciada no ano de 2014. Neste período de tempo, a empresa municipal conseguiu ganhar mais 1,2 milhões de passageiros, tendo em conta que o ano de 2013 fechou com cerca de 10,2 milhões de pessoas transportadas.

A manter-se o actual nível de aumento da procura nos próximos anos, dificilmente os TUB atingirão a meta dos 20 milhões de passageiros de 2025, definido como objectivo da administração.

A transportadora municipal assumiu uma orientação da União Internacional do Transporte Público, segundo a qual, até aquela data, deve ser duplicado o investimento em transporte público e, consequentemente, o número de utilizadores.

Teotónio dos Santos reconhece que, mesmo face ao investimento na renovação da frota previsto para 2019, “não é fácil” cumprir aquele objectivo, sendo que o mesmo se mantém como indicador para os próximos anos.

Para além do crescimento do número de passageiros, a administração dos TUB prevê encerrar o exercício de 2018 com novo aumento do volume de negócios.

O próximo ano deverá ser, por outro lado, o da concretização de uma significativa renovação da frota dos TUB, caso seja aprovada a candidatura apresentada pela empresa ao Programa Operacional de Sustentabilidade e e Efi iência do Uso de Recursos (POSEUR) para a aquisição de 32 novos autocarros eléctricos e a gás natural, os quais irão rejuvesnecer a envelhecido parque de viaturas.

No corrente ano, os TUB adquiriram, seis novos autocarros eléctricos, viaturas que entraram ao serviço no passado mês de Setembro.

Em 2019

Tarifário mantém-se inalterado à espera do Programa de Redução Tarifária

Os Transportes Urbanos de Braga mantêm inalterado desde 2014 o seu tarifário. Em 2019, os preços de bilhetes e passes voltam a não aumentar, justificando a administração com a necessidade de “continuar a promover a mobilidade sustentável, a descarbonização da cidade, a captação de novos clientes e a redução da utilização do transporte individual”.

No entanto, o tarifário poderá vir a sofrer alterações caso o Governo decida aplicar no concelho o Programa de Apoio à Redução Tarifária nos Transportes Público, previsto no Orçamento de Estado de 2019. Essa ressalva consta da proposta de tarifário dos TUB para o próximo ano.

Se a regulamentação daquele Programa se aplicar a todo o território nacional, alguns passes dos TUB descerão de preço.

O Orçamento de Estado estipula que, até ao final de Janeiro, os ministérios das Finanças e do Ambiente têm de definir, em despacho conjunto, a distribuição de 83 milhões de euros pelas áreas metropolitanas e comunidades intermunicipais, tendo em conta o número de pessoas que utilizam transportes públicos ponderado pelo tempo médio de deslocação calculado nos Censos de 2011 e a “complexidade dos sistemas de transporte das áreas metropolitanas”.

in Correio do Minho, 26 de dezembro de 2018