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Novos Autocarros Elétricos abrem caminho para a descarbonização em Braga

O serviço público de transportes é, por si só, a principal forma de descarbonização das cidades. Os movimentos pendulares quotidianos são hoje responsáveis pelo congestionamento das cidades e pela emissão excessiva de gases nocivos e efeito de estufa. Nesse sentido, o transporte público quer-se rápido, confortável, eficiente e principalmente ambientalmente sustentável. Só desta forma se cativa passageiros e garante vantagens na sua utilização. Atualmente, com as soluções tecnologias proporcionadas pelos veículos elétricos, a solução para uma descarbonização em larga escala poderá estar encontrada.

Em 2017, os Transportes Urbanos de Braga, E. M.  avançaram para um projeto ambicioso de sistematização do transporte em veículos elétricos. Com os apoios comunitários concedidos à descarbonização, via PO SEUR, foram adquiridas 6 viaturas movidas 100% a eletricidade bem como toda a infraestrutura de carregamento necessária. A visão do conjunto operação/veículo é encarada como a mais valia a perseguir. Não é apenas a aquisição de veículos elétricos que faz a mobilidade elétrica, mas sim a necessária articulação entre os meios técnicos de Engenharia e Exploração por forma a encontrar as melhores soluções e extrair o máximo das vantagens ambientais, energéticas e económicas. Assim, com o foco inicial na linha 43, 100% elétrica, entre a Estação da CP e Universidade do Minho, foi delineado um plano onde circulam 2 viaturas, recorrendo a uma terceira para desdobramento e recarga. Por outro lado, a linha 87, que liga a mesma Estação e o Hospital de Braga, utiliza diariamente 3 viaturas elétricas no período de maior afluência, início da manhã e meio da tarde, com paragem para recarga.

Confortáveis, de design moderno e silenciosas, são argumentos cativadores de uma população, por um lado jovem, atenta à inovação e questões ambientais, por outro, frequentadores do Hospital que privilegiam o conforto e bem-estar.

Operacionalmente distintas, mas também com percursos entre o orograficamente exigente (inclinação superior a 10%, na ligação ao Hospital) e o trajeto plano na ligação à Universidade, disponibilizam informação para estudos diferenciados e validação de diferentes soluções.

As 6 viaturas iniciaram a circulação em 1 de outubro de 2018. Assim, até final de junho de 2019, os TUB reduziram substancialmente as emissões de CO2 no centro da cidade de Braga poupando simultaneamente na energia primária equivalente consumida, comparativamente com as viaturas a gasóleo substituídas. A estes valores acrescem resultados económicos positivos por via da redução no custo com combustível (eletricidade vs. gasóleo) que, garantidamente, subirão com o sistema de carregamento inteligente que está já a ser implementado.

Travagem regenerativa, forte binário disponível, otimização da climatização, entre outras, permitem a estes veículos um maior rendimento construindo uma base sólida para projetos futuros.

Brevemente os TUB irão receber 7 novas unidades elétricas, atualizadas tecnologicamente, que permitirão com um carregamento único “overnight” uma operação diária ininterrupta. No mesmo processo de renovação de 30% da sua frota operacional, serão ainda incluídas 25 viaturas movidas a gás natural, até final de 2020.

Os TUB E.M. assumem assim as duas vertentes máximas de descarbonização, por via do transporte publico em veículos ambientalmente sustentáveis, contribuindo para uma melhor qualidade de vida dos bracarenses e enorme impacto na qualidade do ar e condições de mobilidade.

Mais pessoas vão de autocarro até à Praia Fluvial de Adaúfe

A carreira efetuada pelos Transportes Urbanos de Braga (TUB) até à praia fluvial de Adaúfe tem cada vez mais clientes.
Segundo os TUB, esta carreira tem tido um crescimento grande ano após ano desde a sua criação em 2014.
«Este ano o aumento continua e comparativamente ao ano anterior estamos com um aumento de 20%», referiu o administrador dos TUB, Teotónio Santos.
A carreira tem 65 dias de operação desde 29 de junho a 1 de setembro com viagens diárias entre as 10h00 e as 19h00.
O responsável pelos TUB afirmou que este serviço permite fazer uma valorização do território transportando as pessoas para a praia fluvial de Adaúfe.
«É um local aprazível e com todas as condições de segurança», referiu Teotónio Santos.
O serviço transporta muitos turistas, bracarenses e estudantes.
«Estamos conscientes que tem sido, desde 2014, uma aposta ganha», declarou o administrador.
Teotónio Santos adiantou que todos os anos os números de clientes têm vindo a aumentar.
«Se a procura aumenta é porque as pessoas estão satisfeitas e valorizam o nosso esforço nesta tentativa de enaltecer do território», afirmou.
A Praia Fluvial de Adaúfe tem, pelo quarto ano consecutivo, a bandeira azul.
Esta é considerada um exemplo para as outras praias fluviais do concelho. Dada a grande afluência a esta praia, o Município de Braga já anunciou que está a trabalhar para diminuir a pressão existente na Praia de Adaúfe, criando alternativas com as mesmas condições paisagísticas e de acolhimento.

Classificação do Bom Jesus influencia no número de passageiros

O facto do Santuário do Bom Jesus do Monte ter sido classificado como Património da Humanidade a 7 de julho deste ano tem tido influência em algumas linhas disponibilizadas pelos Transportes Urbanos de Braga, nomeadamente a linha do Bom Jesus.
Teotónio Santos acrescentou que, ao saber da possibilidade da classificação, anteciparam a previsível afluência de visitantes e aumentaram a oferta no decorrer do ano de 2019, aos fins de semana «para precaver essa situação».
«No início de junho fizemos uma melhoria significativa na oferta da linha do Bom Jesus, nos sábados, domingos e feridos. Fizemos bem em antecipar a situação. A procura aumentou», concluiu o administrador, em declarações ao jornal Diário do Minho.

TUB retomam circuíto turístico Braga- Bom Jesus

HOJE, os TUB retomam o circuito turístico ‘Braga e Bom Jesus Tour’, que funcionará até ao fim de Setembro. Serviço contempla oito viagens diárias.

Os Transportes Urbanos de Braga retomam hoje o circuito turístico ‘Braga e Bom Jesus Tour’. Até ao dia 30 de Setembro, será possível aos bracarenses e visitantes percorrer e conhecer a cidade de uma outra forma.

O circuito turístico, que funciona em parceria com a CARRISTUR, dispõe de oito viagens diárias, entre as 10 e as 17 horas, com uma duração aproximada de uma hora por viagem.

O circuito tem início na Avenida Central e percorre os principais pontos de interesse turístico de Braga.

No percurso destaca-se uma paragem junto ao Posto de Turismo, na zona mais central da cidade, bem como uma paragem junto ao Pórtico do Bom Jesus.

O circuito permite, ainda, fazer a ligação ao Funicular do BomJesus, à central de camionagem e à estação de caminhos de ferro.

Este serviço dispõe de um sistema áudio que está disponível em seis línguas: português, inglês, espanhol, alemão, francês e italiano.

O preço dos bilhetes é de 12 euros para adultos e 6 euros para as crianças. Grupos com quatro ou mais pessoas usufruem de desconto de 10%.

Os bilhetes podem ser adquiridos a bordo ou nos agentes identificados para o efeito.

O bilhete permite, ainda, realizar a viagem de ida e volta no Fnicular do Bom Jesus, bem como, viajar em toda a rede dos Transportes Urbanos de Braga.

“O Turismo tem uma especial relevância para o desenvolvimento socioeconómico da região e é um objectivo estratégico para a cidade, pelo que compatibilizar o transporte público com períodos de grande afluência de turistas, como acontece no Verão em Braga, representa uma grande oportunidade para os Transportes Urbanos de Braga”, refere a empresa municipal em nota à imprensa.

@Correio do Minho, 26 de junho de 2019

#TUB #Mobilidade #Sustentavel #RecortesDeImprensa

Circuito turístico liga cidade ao Bom Jesus

Os Transportes Urbanos de Braga (TUB) retomam hoje, dia 26 de junho, o circuito turístico “Braga e Bom-Jesus Tour”. Até ao dia 30 de setembro será possível aos bracarenses e a todos os que visitam Braga percorrer e conhecer a cidade de uma outra forma.

O circuito, que funciona em parceria com a CARRISTUR, dispõe de oito viagens diárias, entre as 10h00 e as 17h00, com uma duração aproximada de uma hora por viagem. O percurso turístico tem início na Avenida Central e percorre os principais pontos de interesse turístico da cidade de Braga.

No percurso destaca-se uma paragem junto ao Posto de Turismo, na zona mais central da cidade, bem como uma paragem junto ao Pórtico do Bom Jesus. O circuito permite, ainda, fazer a ligação ao “funicular” do Bom Jesus do Monte, à Estação Central de Camionagem e à Estação do Caminho de Ferro.

Este serviço dispõe de um sistema áudio que está disponível em seis línguas: português, inglês, espanhol, alemão, francês e italiano.

O preço dos bilhetes é de 12 euros para adultos e 6 euros para as crianças. Grupos com 4 ou mais pessoas usufruem de desconto de 10 por cento. Os bilhetes podem ser adquiridos a bordo ou nos agentes identificados para o efeito. O bilhete permite, ainda, realizar a viagem de ida e volta no “ funicular” do Bom Jesus, bem como, viajar em toda a rede dos Transportes Urbanos de Braga.

«O turismo tem uma especial relevância para o desenvolvimento socioeconómico da região e é um objetivo estratégico para a cidade, pelo que compatibilizar o transporte público com períodos de grande afluência de turistas, como acontece no verão em Braga, representa uma grande oportunidade para os TUB», disse fonte da Câmara Municipal de Braga.

@Diário, 26 de junho de 2019

#TUB #Mobilidade #Sustentavel

Rede Europeia CIVITAS em visita aos TUB

A rede europeia e de programas urbanos de mobilidade “CIVITAS”, da qual Braga faz parte, esteve em visita à cidade e aos TUB. 

Os especialistas das cidades Kruševac (Sérvia), Kilkis (Grécia), Marselha (França), Guimarães (Portugal) e Gaia (Portugal) juntaram-se aos técnicos do município de Braga para visitarem os TUB. Nesta visita foi efetuada uma breve apresentação sobre os TUB, os projetos em curso, a visão dos TUB para o futuro da mobilidade na cidade e trocadas algumas experiências. 

Foi ainda possível ver um autocarro elétrico em carregamento e explicada a forma como os mesmos estão a ser operados. Os especialistas europeus teceram rasgados elogios aos TUB.

“Simulacro de incêndio testou plano de emergência dos TUB”

Os Transportes Urbanos de Braga (TUB) promoveram, na passada sexta-feira, um simulacro de incêndio nas oficinas de manutenção da empresa, na rua Quinta Santa Maria, em Maximinos.

O simulacro de incêndio e evacuação teve como objetivo geral «testar a operacionalidade do plano de emergência interno, treinar os colaboradores, criar rotinas de comportamento e atuação, permitindo aperfeiçoar os procedimentos estabelecidos».

Segundo a empresa municipal, após ter sido detetada e comunicada a situação ao responsável de segurança, o mesmo ativou o plano de emergência contactando os Bombeiros Voluntários de Braga, que face à descrição de emergência mobilizaram para o local os meios humanos e materiais necessários.

Cinco minutos após o contacto, os Bombeiros Voluntários de Braga apresentavam-se nas instalações dos TUB onde a responsável da Segurança os aguardava para fornecimento das informações necessárias.

No âmbito da operação, os Bombeiros Voluntários de Braga deslocaram-se para o local com um carro de combate a incêndio, uma ambulância e sete elementos.

Nessa altura num tempo inferior a 5 minutos, seguindo as indicações da equipa de evacuação, já todos os colaboradores da empresa se encontravam concentrados no ponto de encontro e o foco de incêndio na oficina extinto recorrendo aos meios de primeira intervenção.

Já no local do alegado sinistro, os Bombeiros Voluntários de Braga avaliaram a situação, garantiram as condições de segurança para o decurso das operações de busca, salvamento e combate a incêndio.

No decurso destas operações detetaram a presença de um colaborador que no processo de evacuação sofreu uma queda (simulada) na descida das escadas, foram executados todos os procedimentos de estabilização e imobilização da vítima, sendo transportado ao Hospital de Braga pela ambulância presente no local, 17 minutos após a chegada dos Bombeiros aos TUB.

Vinte e quatro minutos após ter sido ativado o plano foi dado por terminado o exercício, seguindo-se uma briefing final onde o comandante interino Pedro Ribeiro frisou, de acordo com o comunicado de impresa, «a importância deste tipo de exercícios nas empresas, bem como a importância formação. Só com uma formação adequada é possível limitar os riscos de incêndio, em complemento às medidas de segurança adotadas no estabelecimento. O investimento efetuado em equipamentos e sistemas de segurança contra incêndios só poderá ser devidamente aproveitado se os colaboradores possuírem formação adequada na área da segurança, de modo a agirem de forma harmónica com as medidas adotadas».

Às 10h32 foi reposta a normalidade e solicitado que todas as atividades regressassem à normalidade, uma vez que o simulacro tinha terminado.

@Diário do Minho 06 de maio de 2019

“Simulacro testa plano de emergência dos TUB”

“AS INSTALAÇÕES dos Transportes Urbanos de Braga, em Maximinos, serviram de palco para a realização de um simulacro, realizado com o apoio dos Bombeiros Voluntários de Braga, que testou o plano de emergência da empresa municipal.

As instalações dos Transportes Urbanos de Braga, na Rua Quinta Santa Maria, em Maximinos, foi palco de um simulacro por estes dias, com o grande objectivo de testar o seu plano de emergência.

Foi um simulacro de incêndio nas oficinas de manutenção da empresa. No âmbito da operação, os Bombeiros Voluntários de Braga (BVB) deslocaram-se para o local com um carro de combate a incêndio, uma ambulância e sete elementos.

O simulacro de incêndio e evacuação realizado teve como objetivo geral testar a operacionalidade do plano de emergência interno, treinar os colaboradores, criar rotinas de comportamento e atuação, permitindo aperfeiçoar os procedimentos estabelecidos.

Após ter sido detectada e comunicada a situação ao responsável de segurança, o mesmo ativou o plano de emergência contactando os Bombeiros Voluntários de Braga que face à descrição de emergência mobilizou para o local os meios humanos e materiais necessários. Cinco minutos após o contacto, os BVB apresentavam-se nas instalações dos TUB onde a responsável da segurança os aguardava para fornecimento das informações necessárias.

Nessa altura num tempo inferior a cinco minutos, seguindo as indicações da equipa de evacuação, já todos os colaboradores da empresa se encontravam concentrados no ponto de encontro e o foco de incêndio na oficina extinto recorrendo aos meios de primeira intervenção. Já no local do sinistro os Bombeiros Voluntários avaliaram a situação, garantiram as condições de segurança nas operações de busca, salvamento e combate a incêndio.

No decurso destas operações detectaram a presença de um colaborador que no processo de evacuação sofreu uma queda (simulada) na descida das escadas, foram executados todos os procedimentos de estabilização e imobilização da vítima, sendo transportado ao Hospital de Braga pela ambulância presente no local, 17 minutos após a chegada dos BVB aos TUB.

Vinte e quatro minutos após ter sido activado o plano foi dado por terminado o exercício, seguindo-se uma briefing final onde o senhor comandante interino Pedro Ribeiro frisou a importância deste tipo de exercícios nas empresas, bem como a importância formação. Só com uma formação adequada é possível limitar os riscos de incêndio, em complemento às medidas de segurança adotadas no estabelecimento. O investimento efectuado em equipamentos e sistemas de segurança contra incêndios só poderá ser devidamente aproveitado se os colaboradores possuírem formação adequada na área da segurança, de modo a agirem de forma harmónica com as medidas adoptadas.

Às 10:32 minutos após activação do plano de emergência foi reposta a normalidade e solicitado que todas as actividades regressassem à normalidade.”

@Correio do Minho, 06/05/2019

“Entrevista Teotónio Santos” – Diário do Minho

TUB preparam futuro sustentável com novas instalações para todos e estratégias de negócio

Os Transportes Urbanos de Braga (TUB) estão a preparar-se para um futuro sustentável, com base em novas instalações, para pessoas e máquinas, em novas tecnologias e em novas estratégias de negócio, que podem colocar empresa de transportes públicos municipais sobre as rodas do sucesso e da sustentabilidade. Em entrevista ao Diário do Minho, Teotónio Santos, administrador executivo da empresa, explicou os passos e expetativas, cujo fim último é conquistar cada vez mais utentes e servi-los bem. A gestão do estacionamento de superfície na cidade é apenas mais uma das novas tarefas, que pode ajudar nesta missão, para além dos benefícios para o ambiente.

Diário do Minho (DM) – A nova estratégia dos TUB passava obrigatoriamente pela aquisição dos terrenos na Ponte dos Falcões?
Teotónio Santos (TS) – Também. A aquisição dos terrenos era fundamental. São cerca de 4 mil e 500 metros quadrados de terreno, que se vão juntar aos quase 20 mil do atual Parque de Material e Oficinas (PMO). Este parque está bem localizado, porque está muito próximo do centro da cidade, o que facilita muito em termos de horários dos motoristas, sobretudo nas horas de viagem em vazio. Contudo, já está claramente insuficiente para as nossas necessidades e pela dimensão da empresa, tendo em conta também que as instalações estão completamente obsoletas.

DM – Como está o processo?
TS – Fizemos essa aquisição à Bragahabit, já está pago e escriturado. E, felizmente, foi uma situação em que todos ficaram todos a ganhar. Porque as pessoas foram realojadas em melhores condições, ou seja, ajudamos a resolver a situação e nós passamos a ter um terreno com maior dimensão para fazermos aquilo que precisamos, nomeadamente para o aparcamento dos autocarros. O nosso parque atual já não tem condições, sobretudo no aparcamento, porque os autocarros ficam muito em cima uns dos outros, dificultando manobras. No futuro, cada autocarro terá o seu lugar fixo.

DM – E as obras, como andam?
TS – As demolições já estão concluídas, neste momento estamos a terminar a vedação para concluir o processo de aquisição e posse. O objetivo é começar a utilizar o mais depressa possível o terreno como parque, simplificando a vida dos nossos colaboradores, em particular dos nossos motoristas.

DM – Qual é o estado do parque automóvel dos TUB?
TS – Diria que estamos a melhorá-lo. No ano passado fizemos a aquisição de seis autocarros elétricos. Entretanto, como é público, já temos aprovado um pacote para mais 32, através do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR), em que investimos mais de seis milhões de euros, num investimento global de perto de dez milhões de euros. São sete autocarros elétricos e 25 a gás natural, mais as respetivas instalações para o enchimento para gás natural e respetivos carregadores elétricos. É úm processo que que vamos começar agora a executar em entre este ano e o próximo, criando melhores condições para enfrentar o futuro.

DM – Voltando às obras, o objetivo é conseguir apoio financeiro europeu, certo?
TS – Com certeza. Estamos inseridos numa Área de Reabilitação Urbana(ARU) e estamos dar os passos certos para fazermos uma candidatura ao IFRU – Instrumento Financeiro para Revitalização Urbana, para poder financiar o projeto e permitir a construção do nosso parque. Neste momento temos o nosso arquiteto a trabalhar afincadamente para fazer os ajustes necessários à candidatura. Tínhamos feito, há mais de um ano e meio, quase dois, um estudo prévio para as obras, e agora estamos a concretizar, com pequenas alterações, precisamente para que possa caber dentro deste instrumento financeiro para, no fundo, o mais breve quanto possível, dar melhores condições de trabalho aos nossos colaboradores, quer das áreas oficinais quer da área administrativa, dos motoristas, para que estejamos em melhores condições no futuro. Porque eles são fundamentais para o sucesso da empresa.

DM – Para além dos autocarros, o pessoal também vai ter casa nova. Qual é o orçamento da empreitada?
TS – Ainda não temos dados certos e não vale a pena estar a atirar números para o ar. Estamos a trabalhar nisso, porque, como disse, houve necessidade de fazer melhorias e alterações. Por isso, não se pode dizer ainda quanto é que vão custar as obras. É uma empreitada grande, que para estar completamente concluída vai demorar alguns anos. Mas estamos a trabalhar para que o mais rapidamente
possível possamos construir um edifício que possa abarcar a área da manutenção, os autocarros e a área administrativa. Este edifício vai tudo abaixo. Vai ser demolido, porque estas instalações estão obsoletas. Foram sendo construídos aos poucos, mas já não respondem às exigências e necessidades de uma empresa moderna e virada para o futuro, como são os TUB. Alguns espaços já foram demolidos para a colocação dos autocarros elétricos e os carregadores. Brevemente vamos demolir outros e no futuro as atuais instalações vão todas abaixo. Temos de garantir que todos os colaboradores tenham condições para enfrentar os desafios do futuro.

DM – Qual é a mais-valia destas obras para a empresa e os utentes?
TS – Serão, certamente, uma grande mais-valia para a empresa e para os utentes em geral. Porque fazemos a nossa manutenção nas instalações e todo o trabalho que sai daqui reflete-se nos cidadãos. Temos feito um esforço enorme, e com sucesso, para aumentar o número de utentes dos autocarros e o volume de negócio. Nos últimos cinco anos tivemos sempre resultados líquidos positivos, mas é um esforço enorme continuar a trabalhar nestas instalações, desempenhar cada vez melhor o nosso trabalho e continuar a captar mais clientes e trazer
um futuro mais sustentável à nossa cidade e á nossa empresa. O objetivo número um é continuar a aumentar o número de utentes e melhorar o serviço. Queremos sempre mais. Ano após ano temos vindo a colocar no nosso orçamento um crescimento de dois por cento e temos ultrapassado as metas. A meta final é captar cada vez mais clientes e desta forma, reduzir o número de transporte individual na nossa cidade.

DM – É com este propósito que os TUB vão assumir a gestão do estacionamento à superfície?
TS – Também. Os TUB têm um grande “know how” [experiência] em matéria de gestão. E no sentido de o aproveitar, recentemente foi feita uma alteração de estatutos da empresa, precisamente para nos permitir abarcar outras atividades e cumprir outras tarefas, entre as quais a gestão do estacionamento, que já foi anunciado pelo senhor presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio. Assim, ainda este ano, dentro de sensivelmente dois meses, vamos passar a fazer a gestão do estacionamento de superfície em Braga. Estamos a estudar o assunto, a preparar um modelo de negócio e em breve faremos o anúncio público, em conferencia de imprensa.

DM – O modelo de Nantes serviu de inspiração?
TS – Esta não é uma situação inédita. Já existe em muitos países. Ou seja, existe uma rede de transportes que serve a cidade e os cidadãos. No entanto, há pessoas que continuam a preferir o uso de transporte individual. O modelo de Nantes, em França, é inspirador, mas há outros bons exemplos. Estamos a estudar o melhor modelo para a cidade de Braga.

DM – Qual será o destino das verbas?
TS – Existe um estacionamento pago na cidade e essas verbas vão reverter para ajudar a financiar o sistema de transporte. O que quer dizer que o sistema de transportes de Braga vai ser permanentemente melhorado, porque vamos um ter nova fonte de financiamento. E vai ter consequências na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos e para o ambiente. Porque o objetivo é retirar carros do centro da cidade.

DM – Como é que classificaria a situação financeira dos TUB?
TS – A empresa está mais robusta, como atestam os cinco anos consecutivos de resultados líquidos positivos. Em 2016, os TUB saíram dos capitais próprios negativos, financia-se na banca em muito melhores condições em termos de juros; tem vindo a a ter sucessivos aumentos de número de passageiros e de volume de negócio, sem qualquer aumento dos tarifários, pelo contrário. Até foram feitas reduções aos reformados e estudantes, eliminadas algumas restrições. Ou seja, a empresa está, neste momento, mais robusta e mais voltado para o negócio, concentrada nos resultados obtidos. Daí também a importância de nos ser atribuída a gestão do estacionamento, que vai tor nar a empresa ainda mais robusta. O que significa que os TUB vão ficar em condições de prestar um melhor serviço aos seus utentes.

DM – O objetivo é tornar os TUB cada vez mais independentes da Câmara Municipal?
TS – Temos vindo a tentar captar cada vez mais utentes, melhorando a qualidade de vida na cidade, com menos transportes individuais e mais receitas diretas para os TUB. E com a gestão dos parcómetros , vamos ter mais verbas e o objetivo é criar condições precisamente para termos, no futuro, cada vez menos dependência dos subsídios camarários. Neste momento, o único apoio que temos é da Câmara Municipal de Braga. Porque o Estado Central praticamente não apoia em nada. Também por isso, não pomos de parte outros negócios que sejam rentáveis que possam melhorar a sustentabilidade da empresa.

DM – Há alguma novidade na prestação dos serviços dos TUB nos próximos tempos?
TS – Vamos apostar em três melhorias de serviços, a implementar brevemente: uma junto ao Hospital Privado de Braga, em Nogueira. É um espaço importante, de onde entream e saem diariamente cerca de duas mil pessoas. Portanto, vamos melhorar o serviço. Também vamos melhorar a oferta aos sábados, domingos e feriados para o Bom Jesus. Porque a procura tem sido cada vez maior, e já não estamos a dar respostas à imensa procura. Por outro lado, desta forma, antecipamos a proclamação de Bom Jesus como Património Mundial da Humanidade, que certamente chegará em breve; Vamos, igualmente, melhoria de oferta para o Hospital de Braga, a partir da linha das Camélias, que também já não dá resposta às necessidades. Estas melhorias vão começar a sentir-se a partir de maio ou junho. Estamos a estudar a melhor forma de as colocar em prática para servir bem os nossos utentes.

DM – A contratação dos colaboradores visa também melhorar a eficiêncicia?
TS – Temos feito uma renovação de pessoal, contratando sobretudo motoristas, porque temos vindo a fazer grandes melhorias na rede; temos já muitas linhas com frequência de 15/20 minutos, incluindo sábados, domingos e feriados. criamos um novo paradigma. Temos linhas a funcionar de 20 em 20 minutos, sete dias por semana.

DM – Os TUB são uma empresa com futuro?
TS – Têm tudo para ter um excelente futuro.

TUB receberam cerca de 800 mil do Estado para baixar os passes

DM – Por estas dias, no âmbito dos transportes públicos, a conversa anda à volta do afamado Programa de Apoio à Redução Tarifária (PART). Os Transportes Públicos de Braga ganharam alguma coisa ou, uma vz mais, foi para as áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto?
TS – De facto, grosso das verbas foi para as áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto. Para a Comunidade intermunicipal do Cávado (CIM do Cávado) vieram cerca de um milhão e 600 mil euros. E para Braga, mais concretamente para os TUB, vieram cerca de 800 mil euros.

DM – E como é que a verba chegou aos cidadãos?
TS – Arranjamos uma forma de empregar esta verba e foi implementado no prazo estipulado, que foi no dia 1 de abril. Assim, desde o primeiro de Abril, decidimos fazer um desconto de 16 por cento a todos os utilizadores de passes sociais. Foi uma redução significativa, que todos os detentores de passes bneficiaram.

DM – Uma das marcas atuais dos TUB são as parcerias com diferentes empresas e instituições. O que os TB ganham com isso?
TS – Trabalhamos cada vez mais em redes, quer com as universidades e outras instituições de ensino superior, quer com outras de fora, com as empresas. Nesta partilha de informações e de conhecimentos, todos ganhamos: aumentamos os nossos conhecimentos, as nossas decisões são melhores e como tal esta forma de trabalhar vai continuar. Recorde-se que, no âmbito destas parcerias, uma das mais próximas é o apoio ao 2.º Trail dos Bombeiros Voluntários de Braga, no dia 5 de maio. Mas também há parcerias com os Sapadores.

Autocarro do circuito turístico de Braga mais do que duplicou na Semana Santa

Diário do Minho (DM) – Por ocasião das festividades da Quaresma e Semana Santa de Braga, um dos serviços em destaque foi o do autocarro turístico. Não sei se tem números concretos, mas qual é o balanço que faz?
Teotónio Santos (TS) – A cidade de Braga está cada vez mais voltada para o exterior e está de portas abertas ao mundo. Felizmente, são cada vez mais aqueles que nos visitam e vêm de todo o mundo. Quanto ao serviço do circuito turístico na Semana Santa de Braga, o que posso dizer é que correu muito bem. Os dados que temos é que mais do que duplicamos os passageiros, em relação ao ano passado. Aliás, podemos acrescentar que este foi, sem dúvida, o melhor ano de sempre, em termos de circuito turístico.

DM – O que significa que é para continuar.
TS – Estamos mais do que confiantes que Braga possa continuar a ser um dos grandes destinos turísticos nos próximos anos, com tendência para aumentar. Aliás, não somos só nós a dizer. Por isso, sendo um projeto de suceso, diria que é obviamente para manter».

DM – O autocarro e o serviço turístico vão fazer agora uma pausa. Quando é que regressam?
TS – Sim. Com o encerramento das celebrações da Semana Santa, o serviço é suspenso e só regressará em finais de junho, mais precisamente depois de S. João.

DM – Nessa altura regressa também a linha para a Praia de Adaúfe.
TS – Precisamente. É outro serviço em que temos apostado de há uns anos a esta parte e que tem sido bem sucedido. É um circuito muito procurado pelos banhistas que também tem ajuda a valorizar o território. Recorde-se que a Praia fluvial de Adaúfe, que nos últimos anos tem recebido o galardão de Bandeira Azul, tem sido cada vez mais procurada por veraneantes da região de Braga e não só criando uma grande confusão no trânsito naquelas imediações. Daí a decisão da Câmara Municipal de Braga e da administração dos Transportes Públicos de Braga em criar um circuito para aquele espaço balnear. Uma medida que, para além dos ganhos para os próprios banhistas, que desta forma perdem menos tempo no trânsito, tem ganhos para o ambiente, uma vez que retira centenas de viaturas da estrada, diminuindo a poluição.

Braga compartilha experiências com Sant Boi

Braga compartilhou recentemente as experiências de adaptação às alterações climáticas com o Município espanhol de Sant Boi, localidade próxima de Barcelona.

Em comunicado, a autarquia liderada por Ricardo Rio refere que Braga foi um dos 12 concelhos europeus seleccionados, entre cerca de 60 candidatos, a participar num programa de intercâmbio para adaptação às alterações climáticas.

Inscrita no Pacto dos Autarcas contra as Alterações Climáticas, a Cidade de Braga está a compartilhar experiências com o Município espanhol de Sant Boi, localizado próximo de Barcelona.

Nesse âmbito, Braga recebeu, no início de Abril, a visita do vice-presidente de Sant Boi, acompanhado de um técnico especializado nessa área.

Após uma apresentação sumária das medidas desenvolvidos com vista à adaptação e/ou mitigação das alterações climáticas, foi efectuada uma visita a diversas das intervenções levadas a cabo no concelho, nomeadamente os sensores de nível e de qualidade da água existentes no rio Este e os sensores de qualidade do ar; a frota de autocarros eléctricos dos TUB; a reflorestação do Monte Picoto e o sistema construído em engenharia natural para evitar a contaminação das linhas de água após os incêndios de Outubro de 2017.

Na Primavera de 2020 está prevista a visita de uma delegação da Câmara de Braga a Sant Boi. Neste período os dois Municípios trabalharão em conjunto, compartilhando ideias e experiências enriquecedoras para ambos os territórios.

@Correio do Minho, 18 de abril de 2019

“11,9 milhões de passageiros nos autocarros de Braga”

Registou-se um aumento de 2,3% na procura. Venda de títulos rendeu 6,2 milhões de euros.

Os Transportes Urbanos de Braga (TUB) aumentaram o número de passageiros pelo quinto ano consecutivo e, em 2018, chegaram a 11,9 milhões de pessoas, mais 2,3% do que em 2017. A venda de títulos ultrapassou os 6,2 milhões de euros, mas a receita total da empresa, incluindo alugueres, cifrou-se nos 6,8 milhões, mais 4% em comparação com o ano anterior.

“Os bracarenses têm acreditado que vale a pena ter uma empresa de transportes inclusiva, em posse do Município, e com índices de qualidade que nos enchem de satisfação”, afirmou o presidente do Conselho de Administração , Firmino Marques, sublinhando que os resultados positivos nunca implicariam aumento do tarifário. “Temos ajudado à economia das famílias. Estamos a colaborar e a convidar os bracarenses a utilizarem ainda mais o transporte público”, defendeu, minutos antes de demonstrar que a empresa fechou o ano com um resultado líquido de 37,2 mil euros.

Ao todo, as 147 viaturas dos TUB fizeram quase 600 mil viagens e percorreram seis milhões de quilómetros. Os responsáveis destacaram também o grau de fiabilidade, garantindo que foram realizadas 99,95% das viagens planeadas.

“A perspectiva é continuar a crescer”, frisou o administrador Teotónio Santos, lembrando que a empresa tem estado num processo de renovação da frota, com apoio de fundos comunitários. Começou por seis autocarros elétricos, mas até 2025 espera adquirir mais 7 e 25 a gás.

in Jornal de Notícias, 10/04/2019