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Mais de 40 ruas reguladas com parquímetros

Com o alargamento da zona de estacionamento de duração limitada, aprovado pela Câmara Municipal em Setembro de 2019, são agora 42 as ruas e praças da cidade abrangidas por parquímetros.

Parte das artérias que, em Março de 2014, foram retiradas da então concessão do estacionamento, voltaram a ser taxadas. São os casos das ruas dos Bombeiros Voluntários, Carvalhal, S. André, Adaltiva Vieira e Diu, entre outras. Troços das ruas Frei Caetano Brandão, 25 de Abril e Américo Ferreira de Carvalho voltam a ter parquímetros.

Nova gestão dos parquímetros dá rotatividade a estacionamento

EUB completou já um mês de gestão do estacionamento pago nas ruas da cidade de Braga. Actuação da empresa municipal de transportes passa, para já, com avaliação positiva.

Estacionar o carro nas mais de quatro dezenas de artérias da cidade de Braga reguladas por parquímetros tornou-se mais fácil desde o final do ano passado, altura em que a empresa Transportes Urbanos de Braga (TUB), através de um novo departamento, assumiu a gestão do estacionamento de duração limitada.

Sete agentes da Estacionamentos Urbanos de Braga (EUB) fiscalizam o tempo de paragem pago num perímetro da cidade alargado no início de Dezembro de 2019, ao mesmo tempo que a Câmara Municipal baixou de um euro para 80 cêntimos a taxa horária de estacionamento.

Com a efectiva fiscalização do estacionamento regulado por parquímetros passaram a surgir lugares disponíveis nas ruas mais centrais da cidade, algo que é visto como positivo pela direcção da Associação Comercial de Braga (ACB).

Rui Marques, director geral da ACB, diz ao Correio do Minho que o melhor sinal de que a transferência da gestão dos parquímetros para a empresa municipal de transportes pública foi uma boa opção “é as pessoas não falarem do assunto”.

“Nem as empresas nem os consumidores se têm manifestado, sinal de que as coisas estão a funcionar” em termos de rotatividade do estacionamento no centro comercial e de serviços de Braga, alega aquele responsável numa apreciação que é secundada por gestores e trabalhadores de pequenas empresas ouvidos ontem pelo Correio do Minho.

Carla Correia, proprietária de um talho num troço da Rua 25 de Abril que, em Dezembro de 2019, voltou a ser abrangida por parquímetros, diz-nos que o estacionamento pago é positivo para “as pessoas não deixarem o carro estacionado de manhã à noite”. Recorda que sem parquímetros nesta artéria “não havia lugares para estacionar”, situação que dificultava o acesso de consumidores ao seu estabelecimento. Na mesma rua, onde estão localizados o Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga e a Escola Secundária Sá de Miranda, Teresa Marques, proprietária de um quiosque, entende que, apesar do regresso dos parquímetros, “manteve-se a confusão habitual no estacionamento”.

Na vizinha Rua de Damão, a funcionária de um pequeno parque de estacionamento privado, Luísa Pinto, constata que o negócio da empresa decresceu. “Quando a rua estava cheia, vinha muita gente para o parque, agora são muitos menos”, explica.

A Rua de S. André foi outra das que voltou a ter parquímetros a funcionar, opção que merece o apoio de Artur Oliveira, funcionário de um restaurante ali instalado. “Para o comércio é fantástico. Estou contra os que estacionavam aqui o dia todo”, diz-nos, apesar de ele próprio ter de procurar alternativas grátis de estacionamento em zona mais periférica da cidade.

Na mesma artéria, Carlos Esteves, proprietário de uma farmácia, entende também que os parquímetros “fazem falta, se não as ruas ficam cheias e o comércio local perde”, sugerindo, no entanto, que os primeiros dez ou quinze minutos “sejam gratuitos ou com tarifa reduzida” para facilitar o acesso de clientes aos estabelecimentos comerciais e de serviços.

Noutro ponto da cidade, um troço da Rua D. Frei Caetano Brandão voltou também a ter parquímetros activos. Fernando Silva é lá residente. “Já temos avença há 20 anos, nunca deixámos de pagar, mesmo com a suspensão dos parquímetros. Os moradores entregaram um abaixo assinado na Câmara Municipal para a reposição do estacionamento pago. Foi o melhor que podiam ter feito. Agora conseguimos ter lugar”, declarou.

Na mesma rua, Gisela Barros, empresária, tem avaliação contrária sobre a opção camarária. “Agora é a caça à multa. Mudeime para aqui em Novembro, acho ridículo ter de pagar com avença ou não”, disse-nos, considerando que, no que ao estacionamento automóvel diz respeito, “quem vive no centro está tramado”.

@Correio do Minho, 10 de janeiro de 2020

Autocarro Escolar dedicado e gratuito evita congestionamento no centro da cidade

O School Bus de Braga deverá, neste segundo ano de atividade, recolher o dobro dos passageiros, tal o interesse que o programa de mobilidade, redução de tráfego nas escolas com maior congestionamento e descarbonização da cidade tem suscitado, sublinha o vereador Miguel Bandeira. No ano letivo passado foram transportados 200 alunos e retirados de percursos rodoviários pelo menos 166 carros por dia. Este ano, a avaliar pelo interesse demonstrado, subirão a bordo 400 passageiros e das ruas sairão 370 veículos. A viagem é gratuita. Os autocarros estão em quatro pontos periféricos: Minho Center, Continente Bom Dia, variante do Fojo, Estádio Municipal. Dali seguem para a EB 2,3 Francisco Sanches, EB 2,3 André Soares, colégios D. Diogo de Sousa, Leonardo Da Vinci e Teresiano e para o Conservatório Calouste Gulbenkian.

TUB prepara-se para melhorar oferta regular já em Setembro

DEPOIS DA REDUÇÃO TARIFÁRIA os Transportes Urbanos de Braga (TUB) apostam na melhoria do serviço. Já houve linhas reforçadas e, a partir de Setembro, melhora a oferta regular nalgumas zonas.

A empresa municipal de Transportes Urbanos de Braga (TUB) prepara-se para introduzir algumas melhorias na sua oferta regular, já a partir do próximo mês de Setembro.
Algumas das alterações decorrem ainda do programa de apoio à redução do tarifário dos transportes públicos (PART) que, além da redução de 16 por cento no tarifário, implementada em Abril deste ano, prevê um investimento na melhoria do serviço.
No âmbito do PART, o Município de Braga foi contemplado com 782 mil euros, sendo que 81 por cento da verba foi canalizada para a redução do tarifário e arestante está a ser aplicada na melhoria do serviço.
Neste contexto, já foram reforçadas as linhas para o Bom Jesus, aos sábados, domingos e feriados, indica o administrador dos TUB, Teotónio dos Santos.
Na União de Freguesias de Nogueira, Fraião e Lamaçães, a aposta incide no reforço da ligação ao Hospital Privado, localizado na freguesia de Nogueira, nos dias úteis, para responder a uma maior procura.
A outra linha que está a ser reforçada com o apoio do PART é a que liga as Camélias ao Hospital de Braga, com um incremento das ligações ao fim-de-semana.
A partir do próximo mês, os TUB propõem-se melhorar a sua oferta regular incidindo nas zonas do concelho com menos serviço de transporte público, explica Teotónio dos Santos, sem concretizar, contudo, as linhas que vão ser melhoradas.
Questionado sobre o impacto da redução do tarifário, o administrador dos TUB admite que foram ainda poucos meses para sustentar uma análise detalhada e que as pessoas ainda estão a tomar conhecimento das alterações.
Mesmo assim, reconhece que “já se nota um aumento”, quer nas vendas de títulos de transporte, quer nos passageiros transportados.
Certo é que os TUB têm vindo a consolidar um aumento de passageiros nos últimos cinco anos de actividade da transportadora municipal.
Outubro será outro mês marcante para os TUB já que é o mês apontado para a empresa municipal assumir a gestão do estacionamento à superfície em Braga.

Portugal Smart Cities Summit fez um “upgrade” em 2019 – Em Exposição – TUB

Os TUB – Transportes Urbanos de Braga e a Bosch levaram ao Portugal Smart Cities Summit um stand partilhado, no qual deram a conhecer a plataforma MobiBUS. Trata-se de um Sistema de Ajuda à Exploração que está a ser desenvolvido e permite uma integração total com o sistema de bihética actual e com as novas filosofias como a Mobility as a Service, cloud e as diversas plataformas e standards existentes. Esta plataforma permitirá aos TUB, ou a qualquer outra empresa de transportes, gerir e informar o utilizador de quaisquer serviços com uma maior precisão e eficácia.

Mais pessoas vão de autocarro até à Praia Fluvial de Adaúfe

A carreira efetuada pelos Transportes Urbanos de Braga (TUB) até à praia fluvial de Adaúfe tem cada vez mais clientes.
Segundo os TUB, esta carreira tem tido um crescimento grande ano após ano desde a sua criação em 2014.
«Este ano o aumento continua e comparativamente ao ano anterior estamos com um aumento de 20%», referiu o administrador dos TUB, Teotónio Santos.
A carreira tem 65 dias de operação desde 29 de junho a 1 de setembro com viagens diárias entre as 10h00 e as 19h00.
O responsável pelos TUB afirmou que este serviço permite fazer uma valorização do território transportando as pessoas para a praia fluvial de Adaúfe.
«É um local aprazível e com todas as condições de segurança», referiu Teotónio Santos.
O serviço transporta muitos turistas, bracarenses e estudantes.
«Estamos conscientes que tem sido, desde 2014, uma aposta ganha», declarou o administrador.
Teotónio Santos adiantou que todos os anos os números de clientes têm vindo a aumentar.
«Se a procura aumenta é porque as pessoas estão satisfeitas e valorizam o nosso esforço nesta tentativa de enaltecer do território», afirmou.
A Praia Fluvial de Adaúfe tem, pelo quarto ano consecutivo, a bandeira azul.
Esta é considerada um exemplo para as outras praias fluviais do concelho. Dada a grande afluência a esta praia, o Município de Braga já anunciou que está a trabalhar para diminuir a pressão existente na Praia de Adaúfe, criando alternativas com as mesmas condições paisagísticas e de acolhimento.

Classificação do Bom Jesus influencia no número de passageiros

O facto do Santuário do Bom Jesus do Monte ter sido classificado como Património da Humanidade a 7 de julho deste ano tem tido influência em algumas linhas disponibilizadas pelos Transportes Urbanos de Braga, nomeadamente a linha do Bom Jesus.
Teotónio Santos acrescentou que, ao saber da possibilidade da classificação, anteciparam a previsível afluência de visitantes e aumentaram a oferta no decorrer do ano de 2019, aos fins de semana «para precaver essa situação».
«No início de junho fizemos uma melhoria significativa na oferta da linha do Bom Jesus, nos sábados, domingos e feridos. Fizemos bem em antecipar a situação. A procura aumentou», concluiu o administrador, em declarações ao jornal Diário do Minho.

Rede Europeia CIVITAS em visita aos TUB

A rede europeia e de programas urbanos de mobilidade “CIVITAS”, da qual Braga faz parte, esteve em visita à cidade e aos TUB. 

Os especialistas das cidades Kruševac (Sérvia), Kilkis (Grécia), Marselha (França), Guimarães (Portugal) e Gaia (Portugal) juntaram-se aos técnicos do município de Braga para visitarem os TUB. Nesta visita foi efetuada uma breve apresentação sobre os TUB, os projetos em curso, a visão dos TUB para o futuro da mobilidade na cidade e trocadas algumas experiências. 

Foi ainda possível ver um autocarro elétrico em carregamento e explicada a forma como os mesmos estão a ser operados. Os especialistas europeus teceram rasgados elogios aos TUB.

“Entrevista Teotónio Santos” – Diário do Minho

TUB preparam futuro sustentável com novas instalações para todos e estratégias de negócio

Os Transportes Urbanos de Braga (TUB) estão a preparar-se para um futuro sustentável, com base em novas instalações, para pessoas e máquinas, em novas tecnologias e em novas estratégias de negócio, que podem colocar empresa de transportes públicos municipais sobre as rodas do sucesso e da sustentabilidade. Em entrevista ao Diário do Minho, Teotónio Santos, administrador executivo da empresa, explicou os passos e expetativas, cujo fim último é conquistar cada vez mais utentes e servi-los bem. A gestão do estacionamento de superfície na cidade é apenas mais uma das novas tarefas, que pode ajudar nesta missão, para além dos benefícios para o ambiente.

Diário do Minho (DM) – A nova estratégia dos TUB passava obrigatoriamente pela aquisição dos terrenos na Ponte dos Falcões?
Teotónio Santos (TS) – Também. A aquisição dos terrenos era fundamental. São cerca de 4 mil e 500 metros quadrados de terreno, que se vão juntar aos quase 20 mil do atual Parque de Material e Oficinas (PMO). Este parque está bem localizado, porque está muito próximo do centro da cidade, o que facilita muito em termos de horários dos motoristas, sobretudo nas horas de viagem em vazio. Contudo, já está claramente insuficiente para as nossas necessidades e pela dimensão da empresa, tendo em conta também que as instalações estão completamente obsoletas.

DM – Como está o processo?
TS – Fizemos essa aquisição à Bragahabit, já está pago e escriturado. E, felizmente, foi uma situação em que todos ficaram todos a ganhar. Porque as pessoas foram realojadas em melhores condições, ou seja, ajudamos a resolver a situação e nós passamos a ter um terreno com maior dimensão para fazermos aquilo que precisamos, nomeadamente para o aparcamento dos autocarros. O nosso parque atual já não tem condições, sobretudo no aparcamento, porque os autocarros ficam muito em cima uns dos outros, dificultando manobras. No futuro, cada autocarro terá o seu lugar fixo.

DM – E as obras, como andam?
TS – As demolições já estão concluídas, neste momento estamos a terminar a vedação para concluir o processo de aquisição e posse. O objetivo é começar a utilizar o mais depressa possível o terreno como parque, simplificando a vida dos nossos colaboradores, em particular dos nossos motoristas.

DM – Qual é o estado do parque automóvel dos TUB?
TS – Diria que estamos a melhorá-lo. No ano passado fizemos a aquisição de seis autocarros elétricos. Entretanto, como é público, já temos aprovado um pacote para mais 32, através do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR), em que investimos mais de seis milhões de euros, num investimento global de perto de dez milhões de euros. São sete autocarros elétricos e 25 a gás natural, mais as respetivas instalações para o enchimento para gás natural e respetivos carregadores elétricos. É úm processo que que vamos começar agora a executar em entre este ano e o próximo, criando melhores condições para enfrentar o futuro.

DM – Voltando às obras, o objetivo é conseguir apoio financeiro europeu, certo?
TS – Com certeza. Estamos inseridos numa Área de Reabilitação Urbana(ARU) e estamos dar os passos certos para fazermos uma candidatura ao IFRU – Instrumento Financeiro para Revitalização Urbana, para poder financiar o projeto e permitir a construção do nosso parque. Neste momento temos o nosso arquiteto a trabalhar afincadamente para fazer os ajustes necessários à candidatura. Tínhamos feito, há mais de um ano e meio, quase dois, um estudo prévio para as obras, e agora estamos a concretizar, com pequenas alterações, precisamente para que possa caber dentro deste instrumento financeiro para, no fundo, o mais breve quanto possível, dar melhores condições de trabalho aos nossos colaboradores, quer das áreas oficinais quer da área administrativa, dos motoristas, para que estejamos em melhores condições no futuro. Porque eles são fundamentais para o sucesso da empresa.

DM – Para além dos autocarros, o pessoal também vai ter casa nova. Qual é o orçamento da empreitada?
TS – Ainda não temos dados certos e não vale a pena estar a atirar números para o ar. Estamos a trabalhar nisso, porque, como disse, houve necessidade de fazer melhorias e alterações. Por isso, não se pode dizer ainda quanto é que vão custar as obras. É uma empreitada grande, que para estar completamente concluída vai demorar alguns anos. Mas estamos a trabalhar para que o mais rapidamente
possível possamos construir um edifício que possa abarcar a área da manutenção, os autocarros e a área administrativa. Este edifício vai tudo abaixo. Vai ser demolido, porque estas instalações estão obsoletas. Foram sendo construídos aos poucos, mas já não respondem às exigências e necessidades de uma empresa moderna e virada para o futuro, como são os TUB. Alguns espaços já foram demolidos para a colocação dos autocarros elétricos e os carregadores. Brevemente vamos demolir outros e no futuro as atuais instalações vão todas abaixo. Temos de garantir que todos os colaboradores tenham condições para enfrentar os desafios do futuro.

DM – Qual é a mais-valia destas obras para a empresa e os utentes?
TS – Serão, certamente, uma grande mais-valia para a empresa e para os utentes em geral. Porque fazemos a nossa manutenção nas instalações e todo o trabalho que sai daqui reflete-se nos cidadãos. Temos feito um esforço enorme, e com sucesso, para aumentar o número de utentes dos autocarros e o volume de negócio. Nos últimos cinco anos tivemos sempre resultados líquidos positivos, mas é um esforço enorme continuar a trabalhar nestas instalações, desempenhar cada vez melhor o nosso trabalho e continuar a captar mais clientes e trazer
um futuro mais sustentável à nossa cidade e á nossa empresa. O objetivo número um é continuar a aumentar o número de utentes e melhorar o serviço. Queremos sempre mais. Ano após ano temos vindo a colocar no nosso orçamento um crescimento de dois por cento e temos ultrapassado as metas. A meta final é captar cada vez mais clientes e desta forma, reduzir o número de transporte individual na nossa cidade.

DM – É com este propósito que os TUB vão assumir a gestão do estacionamento à superfície?
TS – Também. Os TUB têm um grande “know how” [experiência] em matéria de gestão. E no sentido de o aproveitar, recentemente foi feita uma alteração de estatutos da empresa, precisamente para nos permitir abarcar outras atividades e cumprir outras tarefas, entre as quais a gestão do estacionamento, que já foi anunciado pelo senhor presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio. Assim, ainda este ano, dentro de sensivelmente dois meses, vamos passar a fazer a gestão do estacionamento de superfície em Braga. Estamos a estudar o assunto, a preparar um modelo de negócio e em breve faremos o anúncio público, em conferencia de imprensa.

DM – O modelo de Nantes serviu de inspiração?
TS – Esta não é uma situação inédita. Já existe em muitos países. Ou seja, existe uma rede de transportes que serve a cidade e os cidadãos. No entanto, há pessoas que continuam a preferir o uso de transporte individual. O modelo de Nantes, em França, é inspirador, mas há outros bons exemplos. Estamos a estudar o melhor modelo para a cidade de Braga.

DM – Qual será o destino das verbas?
TS – Existe um estacionamento pago na cidade e essas verbas vão reverter para ajudar a financiar o sistema de transporte. O que quer dizer que o sistema de transportes de Braga vai ser permanentemente melhorado, porque vamos um ter nova fonte de financiamento. E vai ter consequências na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos e para o ambiente. Porque o objetivo é retirar carros do centro da cidade.

DM – Como é que classificaria a situação financeira dos TUB?
TS – A empresa está mais robusta, como atestam os cinco anos consecutivos de resultados líquidos positivos. Em 2016, os TUB saíram dos capitais próprios negativos, financia-se na banca em muito melhores condições em termos de juros; tem vindo a a ter sucessivos aumentos de número de passageiros e de volume de negócio, sem qualquer aumento dos tarifários, pelo contrário. Até foram feitas reduções aos reformados e estudantes, eliminadas algumas restrições. Ou seja, a empresa está, neste momento, mais robusta e mais voltado para o negócio, concentrada nos resultados obtidos. Daí também a importância de nos ser atribuída a gestão do estacionamento, que vai tor nar a empresa ainda mais robusta. O que significa que os TUB vão ficar em condições de prestar um melhor serviço aos seus utentes.

DM – O objetivo é tornar os TUB cada vez mais independentes da Câmara Municipal?
TS – Temos vindo a tentar captar cada vez mais utentes, melhorando a qualidade de vida na cidade, com menos transportes individuais e mais receitas diretas para os TUB. E com a gestão dos parcómetros , vamos ter mais verbas e o objetivo é criar condições precisamente para termos, no futuro, cada vez menos dependência dos subsídios camarários. Neste momento, o único apoio que temos é da Câmara Municipal de Braga. Porque o Estado Central praticamente não apoia em nada. Também por isso, não pomos de parte outros negócios que sejam rentáveis que possam melhorar a sustentabilidade da empresa.

DM – Há alguma novidade na prestação dos serviços dos TUB nos próximos tempos?
TS – Vamos apostar em três melhorias de serviços, a implementar brevemente: uma junto ao Hospital Privado de Braga, em Nogueira. É um espaço importante, de onde entream e saem diariamente cerca de duas mil pessoas. Portanto, vamos melhorar o serviço. Também vamos melhorar a oferta aos sábados, domingos e feriados para o Bom Jesus. Porque a procura tem sido cada vez maior, e já não estamos a dar respostas à imensa procura. Por outro lado, desta forma, antecipamos a proclamação de Bom Jesus como Património Mundial da Humanidade, que certamente chegará em breve; Vamos, igualmente, melhoria de oferta para o Hospital de Braga, a partir da linha das Camélias, que também já não dá resposta às necessidades. Estas melhorias vão começar a sentir-se a partir de maio ou junho. Estamos a estudar a melhor forma de as colocar em prática para servir bem os nossos utentes.

DM – A contratação dos colaboradores visa também melhorar a eficiêncicia?
TS – Temos feito uma renovação de pessoal, contratando sobretudo motoristas, porque temos vindo a fazer grandes melhorias na rede; temos já muitas linhas com frequência de 15/20 minutos, incluindo sábados, domingos e feriados. criamos um novo paradigma. Temos linhas a funcionar de 20 em 20 minutos, sete dias por semana.

DM – Os TUB são uma empresa com futuro?
TS – Têm tudo para ter um excelente futuro.

TUB receberam cerca de 800 mil do Estado para baixar os passes

DM – Por estas dias, no âmbito dos transportes públicos, a conversa anda à volta do afamado Programa de Apoio à Redução Tarifária (PART). Os Transportes Públicos de Braga ganharam alguma coisa ou, uma vz mais, foi para as áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto?
TS – De facto, grosso das verbas foi para as áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto. Para a Comunidade intermunicipal do Cávado (CIM do Cávado) vieram cerca de um milhão e 600 mil euros. E para Braga, mais concretamente para os TUB, vieram cerca de 800 mil euros.

DM – E como é que a verba chegou aos cidadãos?
TS – Arranjamos uma forma de empregar esta verba e foi implementado no prazo estipulado, que foi no dia 1 de abril. Assim, desde o primeiro de Abril, decidimos fazer um desconto de 16 por cento a todos os utilizadores de passes sociais. Foi uma redução significativa, que todos os detentores de passes bneficiaram.

DM – Uma das marcas atuais dos TUB são as parcerias com diferentes empresas e instituições. O que os TB ganham com isso?
TS – Trabalhamos cada vez mais em redes, quer com as universidades e outras instituições de ensino superior, quer com outras de fora, com as empresas. Nesta partilha de informações e de conhecimentos, todos ganhamos: aumentamos os nossos conhecimentos, as nossas decisões são melhores e como tal esta forma de trabalhar vai continuar. Recorde-se que, no âmbito destas parcerias, uma das mais próximas é o apoio ao 2.º Trail dos Bombeiros Voluntários de Braga, no dia 5 de maio. Mas também há parcerias com os Sapadores.

Autocarro do circuito turístico de Braga mais do que duplicou na Semana Santa

Diário do Minho (DM) – Por ocasião das festividades da Quaresma e Semana Santa de Braga, um dos serviços em destaque foi o do autocarro turístico. Não sei se tem números concretos, mas qual é o balanço que faz?
Teotónio Santos (TS) – A cidade de Braga está cada vez mais voltada para o exterior e está de portas abertas ao mundo. Felizmente, são cada vez mais aqueles que nos visitam e vêm de todo o mundo. Quanto ao serviço do circuito turístico na Semana Santa de Braga, o que posso dizer é que correu muito bem. Os dados que temos é que mais do que duplicamos os passageiros, em relação ao ano passado. Aliás, podemos acrescentar que este foi, sem dúvida, o melhor ano de sempre, em termos de circuito turístico.

DM – O que significa que é para continuar.
TS – Estamos mais do que confiantes que Braga possa continuar a ser um dos grandes destinos turísticos nos próximos anos, com tendência para aumentar. Aliás, não somos só nós a dizer. Por isso, sendo um projeto de suceso, diria que é obviamente para manter».

DM – O autocarro e o serviço turístico vão fazer agora uma pausa. Quando é que regressam?
TS – Sim. Com o encerramento das celebrações da Semana Santa, o serviço é suspenso e só regressará em finais de junho, mais precisamente depois de S. João.

DM – Nessa altura regressa também a linha para a Praia de Adaúfe.
TS – Precisamente. É outro serviço em que temos apostado de há uns anos a esta parte e que tem sido bem sucedido. É um circuito muito procurado pelos banhistas que também tem ajuda a valorizar o território. Recorde-se que a Praia fluvial de Adaúfe, que nos últimos anos tem recebido o galardão de Bandeira Azul, tem sido cada vez mais procurada por veraneantes da região de Braga e não só criando uma grande confusão no trânsito naquelas imediações. Daí a decisão da Câmara Municipal de Braga e da administração dos Transportes Públicos de Braga em criar um circuito para aquele espaço balnear. Uma medida que, para além dos ganhos para os próprios banhistas, que desta forma perdem menos tempo no trânsito, tem ganhos para o ambiente, uma vez que retira centenas de viaturas da estrada, diminuindo a poluição.