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“Entrevista Teotónio Santos” – Diário do Minho

TUB preparam futuro sustentável com novas instalações para todos e estratégias de negócio

Os Transportes Urbanos de Braga (TUB) estão a preparar-se para um futuro sustentável, com base em novas instalações, para pessoas e máquinas, em novas tecnologias e em novas estratégias de negócio, que podem colocar empresa de transportes públicos municipais sobre as rodas do sucesso e da sustentabilidade. Em entrevista ao Diário do Minho, Teotónio Santos, administrador executivo da empresa, explicou os passos e expetativas, cujo fim último é conquistar cada vez mais utentes e servi-los bem. A gestão do estacionamento de superfície na cidade é apenas mais uma das novas tarefas, que pode ajudar nesta missão, para além dos benefícios para o ambiente.

Diário do Minho (DM) – A nova estratégia dos TUB passava obrigatoriamente pela aquisição dos terrenos na Ponte dos Falcões?
Teotónio Santos (TS) – Também. A aquisição dos terrenos era fundamental. São cerca de 4 mil e 500 metros quadrados de terreno, que se vão juntar aos quase 20 mil do atual Parque de Material e Oficinas (PMO). Este parque está bem localizado, porque está muito próximo do centro da cidade, o que facilita muito em termos de horários dos motoristas, sobretudo nas horas de viagem em vazio. Contudo, já está claramente insuficiente para as nossas necessidades e pela dimensão da empresa, tendo em conta também que as instalações estão completamente obsoletas.

DM – Como está o processo?
TS – Fizemos essa aquisição à Bragahabit, já está pago e escriturado. E, felizmente, foi uma situação em que todos ficaram todos a ganhar. Porque as pessoas foram realojadas em melhores condições, ou seja, ajudamos a resolver a situação e nós passamos a ter um terreno com maior dimensão para fazermos aquilo que precisamos, nomeadamente para o aparcamento dos autocarros. O nosso parque atual já não tem condições, sobretudo no aparcamento, porque os autocarros ficam muito em cima uns dos outros, dificultando manobras. No futuro, cada autocarro terá o seu lugar fixo.

DM – E as obras, como andam?
TS – As demolições já estão concluídas, neste momento estamos a terminar a vedação para concluir o processo de aquisição e posse. O objetivo é começar a utilizar o mais depressa possível o terreno como parque, simplificando a vida dos nossos colaboradores, em particular dos nossos motoristas.

DM – Qual é o estado do parque automóvel dos TUB?
TS – Diria que estamos a melhorá-lo. No ano passado fizemos a aquisição de seis autocarros elétricos. Entretanto, como é público, já temos aprovado um pacote para mais 32, através do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR), em que investimos mais de seis milhões de euros, num investimento global de perto de dez milhões de euros. São sete autocarros elétricos e 25 a gás natural, mais as respetivas instalações para o enchimento para gás natural e respetivos carregadores elétricos. É úm processo que que vamos começar agora a executar em entre este ano e o próximo, criando melhores condições para enfrentar o futuro.

DM – Voltando às obras, o objetivo é conseguir apoio financeiro europeu, certo?
TS – Com certeza. Estamos inseridos numa Área de Reabilitação Urbana(ARU) e estamos dar os passos certos para fazermos uma candidatura ao IFRU – Instrumento Financeiro para Revitalização Urbana, para poder financiar o projeto e permitir a construção do nosso parque. Neste momento temos o nosso arquiteto a trabalhar afincadamente para fazer os ajustes necessários à candidatura. Tínhamos feito, há mais de um ano e meio, quase dois, um estudo prévio para as obras, e agora estamos a concretizar, com pequenas alterações, precisamente para que possa caber dentro deste instrumento financeiro para, no fundo, o mais breve quanto possível, dar melhores condições de trabalho aos nossos colaboradores, quer das áreas oficinais quer da área administrativa, dos motoristas, para que estejamos em melhores condições no futuro. Porque eles são fundamentais para o sucesso da empresa.

DM – Para além dos autocarros, o pessoal também vai ter casa nova. Qual é o orçamento da empreitada?
TS – Ainda não temos dados certos e não vale a pena estar a atirar números para o ar. Estamos a trabalhar nisso, porque, como disse, houve necessidade de fazer melhorias e alterações. Por isso, não se pode dizer ainda quanto é que vão custar as obras. É uma empreitada grande, que para estar completamente concluída vai demorar alguns anos. Mas estamos a trabalhar para que o mais rapidamente
possível possamos construir um edifício que possa abarcar a área da manutenção, os autocarros e a área administrativa. Este edifício vai tudo abaixo. Vai ser demolido, porque estas instalações estão obsoletas. Foram sendo construídos aos poucos, mas já não respondem às exigências e necessidades de uma empresa moderna e virada para o futuro, como são os TUB. Alguns espaços já foram demolidos para a colocação dos autocarros elétricos e os carregadores. Brevemente vamos demolir outros e no futuro as atuais instalações vão todas abaixo. Temos de garantir que todos os colaboradores tenham condições para enfrentar os desafios do futuro.

DM – Qual é a mais-valia destas obras para a empresa e os utentes?
TS – Serão, certamente, uma grande mais-valia para a empresa e para os utentes em geral. Porque fazemos a nossa manutenção nas instalações e todo o trabalho que sai daqui reflete-se nos cidadãos. Temos feito um esforço enorme, e com sucesso, para aumentar o número de utentes dos autocarros e o volume de negócio. Nos últimos cinco anos tivemos sempre resultados líquidos positivos, mas é um esforço enorme continuar a trabalhar nestas instalações, desempenhar cada vez melhor o nosso trabalho e continuar a captar mais clientes e trazer
um futuro mais sustentável à nossa cidade e á nossa empresa. O objetivo número um é continuar a aumentar o número de utentes e melhorar o serviço. Queremos sempre mais. Ano após ano temos vindo a colocar no nosso orçamento um crescimento de dois por cento e temos ultrapassado as metas. A meta final é captar cada vez mais clientes e desta forma, reduzir o número de transporte individual na nossa cidade.

DM – É com este propósito que os TUB vão assumir a gestão do estacionamento à superfície?
TS – Também. Os TUB têm um grande “know how” [experiência] em matéria de gestão. E no sentido de o aproveitar, recentemente foi feita uma alteração de estatutos da empresa, precisamente para nos permitir abarcar outras atividades e cumprir outras tarefas, entre as quais a gestão do estacionamento, que já foi anunciado pelo senhor presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio. Assim, ainda este ano, dentro de sensivelmente dois meses, vamos passar a fazer a gestão do estacionamento de superfície em Braga. Estamos a estudar o assunto, a preparar um modelo de negócio e em breve faremos o anúncio público, em conferencia de imprensa.

DM – O modelo de Nantes serviu de inspiração?
TS – Esta não é uma situação inédita. Já existe em muitos países. Ou seja, existe uma rede de transportes que serve a cidade e os cidadãos. No entanto, há pessoas que continuam a preferir o uso de transporte individual. O modelo de Nantes, em França, é inspirador, mas há outros bons exemplos. Estamos a estudar o melhor modelo para a cidade de Braga.

DM – Qual será o destino das verbas?
TS – Existe um estacionamento pago na cidade e essas verbas vão reverter para ajudar a financiar o sistema de transporte. O que quer dizer que o sistema de transportes de Braga vai ser permanentemente melhorado, porque vamos um ter nova fonte de financiamento. E vai ter consequências na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos e para o ambiente. Porque o objetivo é retirar carros do centro da cidade.

DM – Como é que classificaria a situação financeira dos TUB?
TS – A empresa está mais robusta, como atestam os cinco anos consecutivos de resultados líquidos positivos. Em 2016, os TUB saíram dos capitais próprios negativos, financia-se na banca em muito melhores condições em termos de juros; tem vindo a a ter sucessivos aumentos de número de passageiros e de volume de negócio, sem qualquer aumento dos tarifários, pelo contrário. Até foram feitas reduções aos reformados e estudantes, eliminadas algumas restrições. Ou seja, a empresa está, neste momento, mais robusta e mais voltado para o negócio, concentrada nos resultados obtidos. Daí também a importância de nos ser atribuída a gestão do estacionamento, que vai tor nar a empresa ainda mais robusta. O que significa que os TUB vão ficar em condições de prestar um melhor serviço aos seus utentes.

DM – O objetivo é tornar os TUB cada vez mais independentes da Câmara Municipal?
TS – Temos vindo a tentar captar cada vez mais utentes, melhorando a qualidade de vida na cidade, com menos transportes individuais e mais receitas diretas para os TUB. E com a gestão dos parcómetros , vamos ter mais verbas e o objetivo é criar condições precisamente para termos, no futuro, cada vez menos dependência dos subsídios camarários. Neste momento, o único apoio que temos é da Câmara Municipal de Braga. Porque o Estado Central praticamente não apoia em nada. Também por isso, não pomos de parte outros negócios que sejam rentáveis que possam melhorar a sustentabilidade da empresa.

DM – Há alguma novidade na prestação dos serviços dos TUB nos próximos tempos?
TS – Vamos apostar em três melhorias de serviços, a implementar brevemente: uma junto ao Hospital Privado de Braga, em Nogueira. É um espaço importante, de onde entream e saem diariamente cerca de duas mil pessoas. Portanto, vamos melhorar o serviço. Também vamos melhorar a oferta aos sábados, domingos e feriados para o Bom Jesus. Porque a procura tem sido cada vez maior, e já não estamos a dar respostas à imensa procura. Por outro lado, desta forma, antecipamos a proclamação de Bom Jesus como Património Mundial da Humanidade, que certamente chegará em breve; Vamos, igualmente, melhoria de oferta para o Hospital de Braga, a partir da linha das Camélias, que também já não dá resposta às necessidades. Estas melhorias vão começar a sentir-se a partir de maio ou junho. Estamos a estudar a melhor forma de as colocar em prática para servir bem os nossos utentes.

DM – A contratação dos colaboradores visa também melhorar a eficiêncicia?
TS – Temos feito uma renovação de pessoal, contratando sobretudo motoristas, porque temos vindo a fazer grandes melhorias na rede; temos já muitas linhas com frequência de 15/20 minutos, incluindo sábados, domingos e feriados. criamos um novo paradigma. Temos linhas a funcionar de 20 em 20 minutos, sete dias por semana.

DM – Os TUB são uma empresa com futuro?
TS – Têm tudo para ter um excelente futuro.

TUB receberam cerca de 800 mil do Estado para baixar os passes

DM – Por estas dias, no âmbito dos transportes públicos, a conversa anda à volta do afamado Programa de Apoio à Redução Tarifária (PART). Os Transportes Públicos de Braga ganharam alguma coisa ou, uma vz mais, foi para as áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto?
TS – De facto, grosso das verbas foi para as áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto. Para a Comunidade intermunicipal do Cávado (CIM do Cávado) vieram cerca de um milhão e 600 mil euros. E para Braga, mais concretamente para os TUB, vieram cerca de 800 mil euros.

DM – E como é que a verba chegou aos cidadãos?
TS – Arranjamos uma forma de empregar esta verba e foi implementado no prazo estipulado, que foi no dia 1 de abril. Assim, desde o primeiro de Abril, decidimos fazer um desconto de 16 por cento a todos os utilizadores de passes sociais. Foi uma redução significativa, que todos os detentores de passes bneficiaram.

DM – Uma das marcas atuais dos TUB são as parcerias com diferentes empresas e instituições. O que os TB ganham com isso?
TS – Trabalhamos cada vez mais em redes, quer com as universidades e outras instituições de ensino superior, quer com outras de fora, com as empresas. Nesta partilha de informações e de conhecimentos, todos ganhamos: aumentamos os nossos conhecimentos, as nossas decisões são melhores e como tal esta forma de trabalhar vai continuar. Recorde-se que, no âmbito destas parcerias, uma das mais próximas é o apoio ao 2.º Trail dos Bombeiros Voluntários de Braga, no dia 5 de maio. Mas também há parcerias com os Sapadores.

Autocarro do circuito turístico de Braga mais do que duplicou na Semana Santa

Diário do Minho (DM) – Por ocasião das festividades da Quaresma e Semana Santa de Braga, um dos serviços em destaque foi o do autocarro turístico. Não sei se tem números concretos, mas qual é o balanço que faz?
Teotónio Santos (TS) – A cidade de Braga está cada vez mais voltada para o exterior e está de portas abertas ao mundo. Felizmente, são cada vez mais aqueles que nos visitam e vêm de todo o mundo. Quanto ao serviço do circuito turístico na Semana Santa de Braga, o que posso dizer é que correu muito bem. Os dados que temos é que mais do que duplicamos os passageiros, em relação ao ano passado. Aliás, podemos acrescentar que este foi, sem dúvida, o melhor ano de sempre, em termos de circuito turístico.

DM – O que significa que é para continuar.
TS – Estamos mais do que confiantes que Braga possa continuar a ser um dos grandes destinos turísticos nos próximos anos, com tendência para aumentar. Aliás, não somos só nós a dizer. Por isso, sendo um projeto de suceso, diria que é obviamente para manter».

DM – O autocarro e o serviço turístico vão fazer agora uma pausa. Quando é que regressam?
TS – Sim. Com o encerramento das celebrações da Semana Santa, o serviço é suspenso e só regressará em finais de junho, mais precisamente depois de S. João.

DM – Nessa altura regressa também a linha para a Praia de Adaúfe.
TS – Precisamente. É outro serviço em que temos apostado de há uns anos a esta parte e que tem sido bem sucedido. É um circuito muito procurado pelos banhistas que também tem ajuda a valorizar o território. Recorde-se que a Praia fluvial de Adaúfe, que nos últimos anos tem recebido o galardão de Bandeira Azul, tem sido cada vez mais procurada por veraneantes da região de Braga e não só criando uma grande confusão no trânsito naquelas imediações. Daí a decisão da Câmara Municipal de Braga e da administração dos Transportes Públicos de Braga em criar um circuito para aquele espaço balnear. Uma medida que, para além dos ganhos para os próprios banhistas, que desta forma perdem menos tempo no trânsito, tem ganhos para o ambiente, uma vez que retira centenas de viaturas da estrada, diminuindo a poluição.

Braga compartilha experiências com Sant Boi

Braga compartilhou recentemente as experiências de adaptação às alterações climáticas com o Município espanhol de Sant Boi, localidade próxima de Barcelona.

Em comunicado, a autarquia liderada por Ricardo Rio refere que Braga foi um dos 12 concelhos europeus seleccionados, entre cerca de 60 candidatos, a participar num programa de intercâmbio para adaptação às alterações climáticas.

Inscrita no Pacto dos Autarcas contra as Alterações Climáticas, a Cidade de Braga está a compartilhar experiências com o Município espanhol de Sant Boi, localizado próximo de Barcelona.

Nesse âmbito, Braga recebeu, no início de Abril, a visita do vice-presidente de Sant Boi, acompanhado de um técnico especializado nessa área.

Após uma apresentação sumária das medidas desenvolvidos com vista à adaptação e/ou mitigação das alterações climáticas, foi efectuada uma visita a diversas das intervenções levadas a cabo no concelho, nomeadamente os sensores de nível e de qualidade da água existentes no rio Este e os sensores de qualidade do ar; a frota de autocarros eléctricos dos TUB; a reflorestação do Monte Picoto e o sistema construído em engenharia natural para evitar a contaminação das linhas de água após os incêndios de Outubro de 2017.

Na Primavera de 2020 está prevista a visita de uma delegação da Câmara de Braga a Sant Boi. Neste período os dois Municípios trabalharão em conjunto, compartilhando ideias e experiências enriquecedoras para ambos os territórios.

@Correio do Minho, 18 de abril de 2019

“11,9 milhões de passageiros nos autocarros de Braga”

Registou-se um aumento de 2,3% na procura. Venda de títulos rendeu 6,2 milhões de euros.

Os Transportes Urbanos de Braga (TUB) aumentaram o número de passageiros pelo quinto ano consecutivo e, em 2018, chegaram a 11,9 milhões de pessoas, mais 2,3% do que em 2017. A venda de títulos ultrapassou os 6,2 milhões de euros, mas a receita total da empresa, incluindo alugueres, cifrou-se nos 6,8 milhões, mais 4% em comparação com o ano anterior.

“Os bracarenses têm acreditado que vale a pena ter uma empresa de transportes inclusiva, em posse do Município, e com índices de qualidade que nos enchem de satisfação”, afirmou o presidente do Conselho de Administração , Firmino Marques, sublinhando que os resultados positivos nunca implicariam aumento do tarifário. “Temos ajudado à economia das famílias. Estamos a colaborar e a convidar os bracarenses a utilizarem ainda mais o transporte público”, defendeu, minutos antes de demonstrar que a empresa fechou o ano com um resultado líquido de 37,2 mil euros.

Ao todo, as 147 viaturas dos TUB fizeram quase 600 mil viagens e percorreram seis milhões de quilómetros. Os responsáveis destacaram também o grau de fiabilidade, garantindo que foram realizadas 99,95% das viagens planeadas.

“A perspectiva é continuar a crescer”, frisou o administrador Teotónio Santos, lembrando que a empresa tem estado num processo de renovação da frota, com apoio de fundos comunitários. Começou por seis autocarros elétricos, mas até 2025 espera adquirir mais 7 e 25 a gás.

in Jornal de Notícias, 10/04/2019

“Fundos comunitários do “Portugal 2030″ poderão financiar MetroBus de Braga”

Ricardo Rio afirma ter já falado com o ministro do ambiente

O presidente da Câmara de Braga acredita que o MetroBus, também conhecido por BRT, poderá ser financiado pelo Portugal 2030 e, desta forma, concretizar-se na cidade de Braga.
«É um diálogo que temos feito com o Ministério do Ambiente, com o ministro Matos Fernandes em particular, e é uma reivindicação que nós fizemos e uma disponibilidade que ele expressou para vir a consagrar um financiamento para esse efeito no Portugal 2030», disse Ricardo Rio em entrevista ao “TUBjornal” na sua edição especial de novembro/dezembro de 2018.
Segundo o autarca, a Câmara de Braga terá que aguardar pela entrada em vigor do Portugal 2030, esperando que nesse quadro comunitário «haja financiamento também para Braga, para um projeto dessa natureza».
Nesta entrevista, o presidente da Câmara de Braga diz também estar convencido que, atualmente, os TUB são vistos «como uma alternativa para a generalidade dos cidadãos» na utilização «das suas deslocações na cidade, pela qualidade do serviço que prestam», admitindo, contudo o problema da qualidade das viaturas. Para o autarca, o serviço qualificado dos TUB que tem seduzido os bracarenses reflete-se no serviço prestado, na proximidade e na frequência das linhas. «Nós temos, de facto, das ofertas mais qualificadas que eu conheço a nível regional e a nível, às vezes, até nacional em muitos domínios, acrescenta.
Ricardo Rio afirma que há em Braga «algumas franjas da população» que ainda não usam os transportes públicos e que não encaram os TUB como uma alternativa na utilização diária. Por isso , o autarca estabele como objetivo mostrar a estes bracarenses que podem ficar bem servidos e ficarem mesmo a ganhar se começarem a utilizar os transportes coletivos.
E, no que diz respeito aos problemas de trânsito, que muitas vezes condicionam os horários dos TUB, o presidente da Câmara de Braga aponta como solução o aligeirar a carga de trânsito nos vários pontos da cidade, uma vez que não há a hipótese de se criarem vias alternativas. «E a única forma de reduzir essa carga é uma questão quase, diria, geométrica», ou seja, «50 pessoas num autocarro ocupam substancialmente menos espaço e provocam muito menos trânsito do que 50 viaturas», sustenta, acrescentando que a solução passa, assim, por convencer as pessoas por uma maior utilização dos transportes públicos.
Nesta entrevista ao “TUBjornal”, o presidente da Câmara de Braga adianta, por outro lado, a possibilidade dos TUB virem a ter a médio prazo novas valências na área da mobilidade. Segundo explica, pretende-se que os TUB sejam «verdadeiramente, não apenas uma empresa de prestação de um serviço de transporte urbano», mas também que incorpore «outras valências».
Por fim, Ricardo Rio deixa algumas críticas em relação aos apoios do Estado, confessando-se «preplexo e revoltado» por ver que vão ser atribuídos determinados benefícios financeiros «a quem já não os praticava antes da atribuição pelo Governo». «Ou seja, é, no fundo, beneficiar o infrator», acrescenta.

Renovação da frota até 2020

O presidente da Câmara de Braga reitera a vontade de renovar a frota dos Transportes Urbanos de Braga, com a aquisição de cerca de 40 autocarros até 2020.
Na entrevista que concedeu ao “TUBjornal”, na sua edição especial de novembro/dezembro de 2018, Ricardo Rio adiantou os planos de investimento que tem traçado neste capítulo, para além da aquisição das seis viaturas elétricas já concretizada e da candidatura que irá permitr comprar mais viaturas elétricas e a gás natural comprimido.
«O nosso compromisso vai para lá daquilo que venha a ser o financiamento nessas candidaturas. E aquilo que está dentro do plano de investimentos da empresa até 2020 é uma renovação de 30 por cento da frota. Portanto, estamos a falar de quase 40 autocarros que poderão vir a ser adquiridos durante este intervalo de tempo, ou com financiamento, ou com a comparticipação direta através de contratos, por exemplo, de leasing ou de renting, que venham ser utilizados para esse efeito», afirma.

in Diário do Minho, 8 de janeiro de 2019 #TUB #Mobilidade #Sustentavel #BRT #MetroBUS

“TUB já ultrapassaram passageiros transportados no ano de 2017”

EMPRESA MUNICIPAL cumpriu, em meados deste mês, objectivo de novo crescimento anual de passageiros transportados. Meta dos 20 milhões em 2025 está mais perto mas difícil de alcançar.

Os Transportes Urbanos de Braga (TUB) deverão fechar o ano de 2018 com perto de 12 milhões de passageiros transportados. No passado dia 18 de Dezembro, a transportadora municipal ultrapassou o número de passageiros transportados em 2017: 11 659 855.

Teotónio dos Santos, administrador dos TUB, adiantou ao Correio do Minho que, a menos que se registe uma procura anormal nestes últimos dias do ano, a fasquia dos 12 milhões de passageiros não deverá ser atingida, mas ficará muito próxima.

A administração regista o facto de se manter a curva de aumento de procura dos TUB iniciada no ano de 2014. Neste período de tempo, a empresa municipal conseguiu ganhar mais 1,2 milhões de passageiros, tendo em conta que o ano de 2013 fechou com cerca de 10,2 milhões de pessoas transportadas.

A manter-se o actual nível de aumento da procura nos próximos anos, dificilmente os TUB atingirão a meta dos 20 milhões de passageiros de 2025, definido como objectivo da administração.

A transportadora municipal assumiu uma orientação da União Internacional do Transporte Público, segundo a qual, até aquela data, deve ser duplicado o investimento em transporte público e, consequentemente, o número de utilizadores.

Teotónio dos Santos reconhece que, mesmo face ao investimento na renovação da frota previsto para 2019, “não é fácil” cumprir aquele objectivo, sendo que o mesmo se mantém como indicador para os próximos anos.

Para além do crescimento do número de passageiros, a administração dos TUB prevê encerrar o exercício de 2018 com novo aumento do volume de negócios.

O próximo ano deverá ser, por outro lado, o da concretização de uma significativa renovação da frota dos TUB, caso seja aprovada a candidatura apresentada pela empresa ao Programa Operacional de Sustentabilidade e e Efi iência do Uso de Recursos (POSEUR) para a aquisição de 32 novos autocarros eléctricos e a gás natural, os quais irão rejuvesnecer a envelhecido parque de viaturas.

No corrente ano, os TUB adquiriram, seis novos autocarros eléctricos, viaturas que entraram ao serviço no passado mês de Setembro.

Em 2019

Tarifário mantém-se inalterado à espera do Programa de Redução Tarifária

Os Transportes Urbanos de Braga mantêm inalterado desde 2014 o seu tarifário. Em 2019, os preços de bilhetes e passes voltam a não aumentar, justificando a administração com a necessidade de “continuar a promover a mobilidade sustentável, a descarbonização da cidade, a captação de novos clientes e a redução da utilização do transporte individual”.

No entanto, o tarifário poderá vir a sofrer alterações caso o Governo decida aplicar no concelho o Programa de Apoio à Redução Tarifária nos Transportes Público, previsto no Orçamento de Estado de 2019. Essa ressalva consta da proposta de tarifário dos TUB para o próximo ano.

Se a regulamentação daquele Programa se aplicar a todo o território nacional, alguns passes dos TUB descerão de preço.

O Orçamento de Estado estipula que, até ao final de Janeiro, os ministérios das Finanças e do Ambiente têm de definir, em despacho conjunto, a distribuição de 83 milhões de euros pelas áreas metropolitanas e comunidades intermunicipais, tendo em conta o número de pessoas que utilizam transportes públicos ponderado pelo tempo médio de deslocação calculado nos Censos de 2011 e a “complexidade dos sistemas de transporte das áreas metropolitanas”.

in Correio do Minho, 26 de dezembro de 2018