TUB precisam de 15 a 20 milhões para renovar a frota em dez anos

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“Baptista da Costa em conferência no Clube Soho, de Braga”

“Os Transportes Urbanos de Braga (TUB) têm programado investir 15 a 20 milhões de euros na renovação da frota de autocarros, à média de 1,5 milhões de euros anuais, afirmou o administrador executivo Baptista da Costa, que explicou que «a frota está envelhecida, já que a média atual de vida é de 16 anos de idade havendo alguns veículos com 22 anos, quando o máximo europeu é de 12 anos».

Baptista da Costa numa conferência no Clube de Negócios Soho, de Braga, coordenada pelo seu presidente, António Santos, sobre o tema “Mobilidade em Braga”, e que contou com a presença do vereador da CDU, Carlos Almeida, que se mostrou «agradado» com a visão do administrador para o futuro dos TUB, cujo Plano Estratégico de Transportes para Braga prevê passar dos atuais dez milhões de passageiros/ano para 15 milhões em cinco anos e para 20 milhões numa década.

Baptista da Costa adiantou que a renovação da frota tradicional de autocarros «passa por um concurso público aberto», de médio prazo, de forma a que a aquisição de novas viaturas seja faseada, evitando que daqui a 12 anos esteja toda a frota caduca, como acontece atualmente. «Apostámos em veículos de qualidade e conforto, com wifi, ar condicionado e lugar para carrinhos de bebé», acrescentou.

O responsável pela gestão da empresa municipal de transportes adiantou ainda que os TUB pretendem candidatar um projeto para a instalação de um sistema elétrico de transporte urbano do tipo BRT – Veículo Rápido de Transporte (Bus Rapid Transit), de mobilidade elétrica sobre pneus, que deverá ficar concluído dentro de dez anos.

Este é «um investimento de grande fôlego da cidade », a apresentar a fundos comunitários, o que poderá implicar «um montante de 100 a 120 milhões de euros na criação e renovação de todas as infraestruturas, adaptação e modernização dos arruamentos e interfaces necessários », explicou.

Este seria «um sistema similar a um metro urbano de superfície», mas com novos autocarros elétricos, o que precisa de infraestruturas, desde a conceção do projeto e aquisição dos BRT’s até à eletrificação – com sistemas de carregamento de baterias, à demarcação de zonas de passagem, sistemas eletrónicos e semáforos.

O “metro” deverá vir a ligar a Universidade do Minho à Estação da CP, atravessando a cidade em linha reta, passando por zonas atualmente pedonais como a rua dos Capelistas e o Campo da Vinha, e descendo pela Rua dos Biscainhos.”

in Diário do Minho, 30/10/2014