“Autarca admite regresso dos “amarelos” para fins turísticos”
A CÂMARA de Braga não descarta a possibilidade do regresso dos elétricos ao centro da cidade para fins turísticos. Ontem, e durante a cerimónia de comemoração do “Centenário do Elétrico em Braga”, com a emissão de um selo dos CTT, Firmino Marques, vice-presidente da Câmara, reconheceu o “erro” de o município ter acabado com os “amarelos” em 1963.
É notório o carinho que os bracarenses mais velhos têm pelo elétrico. “Lembro-me de vir fazer o exame da 4.ª classe e pendurar-me na parte de trás. O cobrador agarrou-me porque não tinha dinheiro. Acabou por me soltar, mas foi um susto”, recordou Macedo Barbosa, presidente da Associação Comercial de Braga, que frisou a importância do regresso do elétrico para dinamizar a cidade e o comércio.
Também Joaquim Gomes, autor do livro dos 100 anos do elétrico de Braga, pega no exemplo das dinâmicas de sucesso dos elétricos do Porto e Lisboa, para explicar a falta que faz a Braga. “Pelo menos, o percurso do estação de comboios até à universidade devia ser recuperado. Teria dupla função, de transporte de universitários que fazem aquele trajeto e de turística”, observou o historiador.
Para já, e enquanto não há elétrico, a Câmara, com os Transportes Urbanos de Braga, vai inaugurar, já no próximo dia 1 de novembro, um trajeto de minibus que fará precisamente a ligação campus de Gualtar/ estação de comboios.
“Será um linha que funcionará até à 1.30 da manhã. É um trajeto que atravessa o centro histórico e tem com finalidade dinamizar a cidade após às 19 horas”, disse Firmino Marques, que não escondeu que “Braga é muito pequena para metro”, mas “ideal para o bus rapid transit”, que pode mesmo ser alternativa à famosa e desejada ligação entre Braga e Guimarães, também de metro.”
in Jornal de Noticias, 06/10/2014
