“Braga recebe mais sete autocarros 100% elétricos rumo à meta das emissões zero”

“Braga recebeu ontem mais sete autocarros 100% elétricos, que vêm juntar-se aos seis já em circulação na cidade. A nova frota representa um investimento de 3, 2 milhões de euros, entre viaturas e infraestruturas de carregamento, que contou com o apoio do Fundo de Coesão, num esforço que deverá ser encarado como mais um passo para ajudar o país a alcançar, em 2050, a meta das emissões zero, no que à mobilidade se refere.

O ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, que presidiu à cerimónia de apresentação das novas viaturas dos Transportes Urbanos de Braga (TUB), que decorreu no Altice Forum Braga, revelou que esta aquisição faz parte de um amplo processo que decorre em Portugal, considerado «o maior investimento da Europa» no que respeita à substituição dos autocarros a diesel por autocarros a gás natural ou, preferencialmente, elétricos. Trata-se de um investimento total de 205 milhões de euros, a nível nacional, destinados à aquisição de 709 autocarros, de que faz parte a renovação da frota dos TUB, que inclui 13 autocarros 100% elétricos e 25 movidos a gás.

«Braga tem 38 destes novos autocarros e o terceiro lote que falta vai agora ser concursado. Esta é a prova de que o Governo está a um investimento muito grande mobilidade coletiva», afirmou o ministro.”

João Pedro Matos Fernandes anunciou ainda a sua satisfação pelo facto das viaturas ontem apresentadas terem sido fabricadas em Portugal, «prova de que a indústria portuguesa está na “crista da onda” do que ao compromisso com a mobilidade elétrica diz respeito».

À margem da cerimónia, o governante mostrou-se muito confiante no alcançar desta meta em 2050, argumentando que «temos todas as componentes do processo connosco, nomeadamente uma indústria muito ativa para fabricar autocarros elétricos».

«Os transportes são responsáveis por mais de 35% das emissões no mundo e portugal tem um número muito semelhante à média no mundo. Para chegarmos neutros em carbono em 2050, em 2030 um terço da mobilidade já vai ter que ser elétrica e em 2050 não pode haver emissões, e por isso a mobilidade tem que ser cada vez mais coletiva, e sendo coletiva, desejavelmente elétrica», avançou.

Evidenciando o caso de Braga e dos TUB presidente da Câmara de Braga sublinhou o grande investimento que vem sendo efetuado na mobilidade sustentável na capital minhota, mas apelou ao ministro do Ambiente para que «continue a envidar esforços para apoiar as empresas públicas de transporte dos municípios, neste esforço para garantirmos um Portugal mais sustentável».

Ricardo Rio, sublinhou que em 2013 a média de idades da frota dos TUB era superior a 17 anos e em 2021, com este investimento nestes 13 autocarros elétricos e nos 25 autocarros a gás, ou seja, com a renovação de 30% da frota, a média de idades descerá para 13 anos. «É uma melhoria substancial, mas que está muito aquém daquilo que nós gostaríamos que fosse a realidade», concluiu Rio, concluindo com o já referido apelo. Antes, já o presidente do Conselho de Administração dos TUB, Miguel Bandeira, defendera que «os desínios nacionais e europeus da mudança de paradigma, jogam-se especialmente em Braga».

«Hoje os TUB desempenham um papel central no quotidiano e na visão futura da mobilidade e da circulação em Braga», sustentou Miguel Bandeira, apontando ainda os TUB como «um dos principais vetores estratégicos do desenvolvimento de Braga, pela relação multissetorial que dinamizam», e como «um dos pilares inalienáveis do bem estar-social e do desenvolvimento económico ativo de Braga».

in Diário do Minho, 05/07/2020 #recortesdeimprensa #mobilidade #sustentável