“Assembleia aprova compra de mais autocarros para os TUB”

“SERÃO 10 MILHÕES DE EUROSa investir no total pelo Município na renovação de 30% da sua frota até 2021. A ‘nova’ estratégia agora apresentada inclui mais veículos eléctricos e vários a gás natural.”

“O presidente da Câmara Municipal de Braga apresentou a ‘nova’ estratégia municipal para os Transportes Urbanos de Braga, baseada na aquisição de novos autocarros eléctricos e a gás natural comprimido – que prevê um investimento global na ordem dos 10 milhões de euros até 2021 e que “permitirá a renovação de 1/3 da frota dos transportes públicos e um melhor serviço prestado aos bracarenses”.

O anúncio foi feito pelo autarca bracarense, na noite da passada sexta-feira, em sede de Assembleia Municipal – que aprovou, com 17 abstenções por parte da oposição, o procedimento para fornecimento em regime de leasing autocarros para os TUB. Neste momento falta, apenas, o visto do Tribunal de Contas para que os seis autocarros eléctricos comecem a circular na cidade – uma situação que se pretende resolver o mais rápido possível.

Estes seis autocarros eléctricos, cujo valor ascende a mais de 2,8 milhões de euros e adquiridos via concurso do POSEUR, serão, todavia, “os primeiros”, porque a Câmara Municipal de Braga pretende adquirir mais. O autarca Ricardo Rio indica que a proposta aprovada na Assembleia Municipal visa a aquisição a leasing de mais 14 viaturas a gás natural comprimido – representando um investimento na ordem dos 6 milhões de euros.

A escolha de veículos movidos a gás natural comprimido por parte do executivo municipal foi feita com base no facto de, a seu ver e olhando para estudos e pareceres dos transportes públicos do Porto e de Guimarães, o sistema de viaturas eléctricas que existe actualmente “carecer ainda de maturação” e a sua tecnologia ainda não estar desenvolvida o suficiente para garantir o serviço.

Seja como for, o edil bracarense garantiu que o objectivo maior é ir renovando a frota dos TUB em tudo o que for possível, apontando que haverá também mais autocarros eléctricos, mas esta será uma adaptação que decorrerá “paulatinamente”.

Apontando para o “envelhecimento substancial” dos autocarros dos TUB, com uma idade média de 17 anos e desactualizada até para os objectivos da sustentabilidade que hoje está na ordem do dia, Ricardo Rio afirmou que a renovação da frota dos transportes públicos é uma prioridade e, por isso, apontou para a aquisição de novas viaturas eléctricas e a gás com uma também nova candidatura ao POSEUR.

Lembrou ainda que no mandato anterior, a câmara realizou “um negócio de oportunidade” com a aquisição de 40 autocarros à Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP), por aquilo que considera “um valor irrisório” de 240 mil euros – mas que permitiu libertar viaturas com mais de 30 anos por outras com metade da idade e tornando a frota dos TUB “mais eficiente e até homogénea”.

Apesar do apoio da CDU a este leasing para autocarros a gás natural, a deputada Bárbara Barros interveio para criticar a “falta de uma estratégia clara, objectiva e definitiva para a mobilidade no concelho de Braga” e questionando ainda a aquisição dos veículos poluentes, em 2014, considerando-a o “lixo da SRCP”, quando “mais valia era terem-se adquirido seis ou sete autocarros novos e ir renovando dessa forma afrota”.

O PS – que se absteve nesta matéria – não deixou, no entanto, de criticar as opções tomadas. “O PS é favorável à renovação da frota dos TUB, mas esta é uma solução inconsistente”, avisou o socialista Pedro Sousa, fazendo levantar por mais do que uma vez da bancada social-democrata João Granja.

Também o Bloco de Esquerda se mostrou “preocupado” com os transportes públicos, apontando para o facto de em Braga não existir ainda um serviço que responda às necessidades dos bracarenses com mais veículos e mais horários.”

in Correio do Minho, 22/07/2018 #tub #mobilidade #sustentavel