“Bracarenses satisfeitos com rede de transportes públicos e percursos pedonais”

“INQUÉRITO DA DECO/PROTESTE sobre Mobilidade Urbana apresenta Braga no pelotão da frente no que diz à satisfação com a globalidade dos transportes e das condições da cidade para os trajectos diários.”

“Um estudo efectuado pelo Deco/Proteste – Associação de Defesa dos Consumidores em seis cidades – Braga, Setúbal, Aveiro, Coimbra, Porto e Lisboa – revela que os bracarenses são os mais satisfeitos com a rede de transportes públicos e com as condições da cidade para os trajectos diários para quem utiliza o automóvel, a bicicleta ou quem anda a pé. O estudo, realizado com o objectivo de saber qual a utilização que os portugueses fazem dos transportes públicos e particulares nas suas deslocações diárias entre casa e o trabalho e as escolas dos filhos, por exemplo, revelou que a maioria dos cidadãos continua a optar pelo carro próprio porque as soluções de transportes públicos não estão ajustadas às suas necessidades. O carro continua a ser, para a maioria dos cidadãos que responderam ao inquérito, ‘o meio de deslocação preferencial’ devido, explicam, ‘à falta de uma rede de transportes públicos que supra necessidades reais’. No que diz respeito à rede de transportes públicos Braga é a cidade onde a maioria dos inquiridos estão mais satisfeitos , obtendo um grau de satisfação de 6,3 numa escala de 1 a 10 . O estudo adverte, no entanto, que os inquiridos demonstram pouco entusiasmo com a rede, embora seja na cidade dos Arcebispos onde o grau de insatisfação é um pouco menor que no nas outras. Horários, pontualidade, conforto e segurança da rede de autocarros foram os factores que estiverem em análise no que diz respeito a este transporte público. Braga é também a cidade onde os inquiridos estão mais satisfeitos com a dimensão da segurança e frequência. O inquérito revela também que uma vez por semana, no mínimo, 63% dos consumidores que responderam ao questionário andam mais de 500 metros a pé. Mas, as condições em que o fazem diferem de cidade para cidade. Em Braga, cidade mais bem apreciada em termos pedonais, o número de zonas para peões e a segurança sentida nos percursos realizados é “francamente positiva”, colocando-a no pelotão da frente das seis cidades avaliadas logo seguida pelo Porto. Em análise estiveram também os passeios e as passadeiras, assim como a sua manutenção. No que concerne ao uso da bicicleta, Braga é somente ultrapassada pela cidade de Aveiro, satisfação parcialmente explicada pela geografia plana que a cidade apresenta. Dois dos aspectos mais criticados pelos inquiridos deste estudo são precisamente as lacunas na rede de ciclovias e a falta de opções para levar a bicicleta nos transportes públicos. Mas todos os inquiridos são unânimes: nenhuma cidade responde a essa necessidade. No cômputo geral, o número de pessoas a utilizarem a bicicleta é residual, embora a aposta no incremento da quantidade de ciclovias seja visível um pouco por todo o país. O inquérito revela que o uso do automóvel é indissociável do tempo que se demora a chegar ao destino e da flexibilidade que permite, sem esquecer o conforto. Os transportes não colmatam as necessidades, recorrendo-se ao privado. 84% dos inquiridos afirmam que, se os transportes melhorassem, utilizariam menos o automóvel.”

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“78% dos inquiridos andam de carro, pelo menos, uma vez por semana. Aveiro, Braga e Setúbal têm as maiores percentagens diárias. Por dia, em Aveiro, Braga e Coimbra mais de metade demora entre 10 minutos e meia hora nas deslocações.”

in Correio do Minho, 09/05/2018