“Autarquia e TUB preparados para a lei da Contratualização que entra em vigor em 2019”

Autarquias de vários pontos do país, operadores de transportes públicos, Comunidades Intermunicipais (CIM) e autoridades de transportes estiveram reunidos ontem na Colunata de Eventos do Bom Jesus, para um seminário sobre transportes, mais concretamente sobre a lei da Contratualização, que entra em vigor no próximo ano. A escolha de Braga como sede do evento teve que ver com o trabalho realizado pela autarquia e pelos Transportes Urbanos de Braga (TUB) que foram dados como «exemplos», e praticamente prontos a cumprir a nova legislação, que entra em vigor a partir do dia 3 de dezembro de 2019.

Na sessão de abertura estiveram Ricardo Rio, presidente da Câmara de Braga; José Pedro Aguiar Branco, da JPAB Advogados; Luís Cabaço, presidente da ANTROP – Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Pesados de Passageiros; e José Monteiro Limão, diretor da “Transporte Revista”, entidade organizadora do seminário.

A sessão começou com um vídeo promocional de Braga, onde foram enaltecidas as virtudes do concelho, com «passado, presente e futuro», na expetativa de uma «cidade feliz».

Na sua intervenção, José Monteiro Limão explicou que a escolha de Braga para acolher o seminário deveu-se ao trabalho já realizado na questão do novo Regime Jurídico do Serviço Público de Transporte de Passageiros, mas também pelo exemplo dos TUB.

Por sua vez, o presidente da Câmara de Braga, ao dar as boas-vindas aos conferencistas a Braga e ao Bom Jesus, lembrou que a classificação da estância turístico-religiosa como Património da UNESCO está na sua fase final. Sobre o tema em debate, Ricardo Rio recordou que em Braga não haverá grandes mudanças, uma vez que há uma operadora interna, os TUB. «Haverá sempre acertos a fazer», nomeadamente a informação, que estava a ser trabalhada, mas não devidamente tratada. «Mas Braga não pode ser dissociado de outras ofertas que existem e que atravessam o concelho e que têm um caráter intermunicipal. E neste contexto, é uma oportunidade de melhorar a articulação dos operadores para responderem à procura e melhorar os serviços».

No caso das CIM Cávado e Ave, a maior vantagem tem que ver com o sistema de bilhética integrado e dos sistemas de informação, «que vão ser partilhados entre todos os operadores».

Ricardo Rio deu conta do «orgulho» pela performance dos TUB, que continuam a captar passageiros e a modernizar-se.

O autarca chamou ainda a atenção para que o processo tenha em conta as caraterísticas das regiões e das populações, fazendo «fatos à medida», nas palavras de Aguiar Branco.

O presidente da ANTROP mostrou-se preocupado com o processo. «Perdemos quase tudo e ainda não temos quase nada, a não ser incertezas e dúvidas». Ainda assim, garantiu que não teme a concorrência, desde que haja um processo transparente.

in Diário do Minho, 23/03/2018 #TUB #mobilidade #sustentavel