“TUB com pré-aviso de greve para 14 dias no próximo ano”

“BAPTISTA DA COSTA alerta para o pré-aviso de greve que vigora nos TUB desde Dezembro de 2012 e ao abrigo do qual estão já convocados 14 dias de paralisação para 2018.”

“Há um pré-aviso de greve, que remonta a Dezembro de 2012 e que ainda não foi revogado, ao abrigo do qual estão já convocados 14 dias de paralisação para 2018. O elevado número de dias de greve prejudica o serviço que a empresa municipal presta aos clientes que, cada vez mais exigentes, têm subido o tom de contestação.

“É incomportável!”, assume Baptista da Costa, administrador executivo dos TUB, referindo-se ao elevado número de dias de greve que o STAL convoca para aquela empresa, isto apesar de “a administração ter sempre as portas abertas aos sindicatos”.

Quando este ano terminar, serão contabilizados mais de 20 dias de greve na empresa. Um número elevado, que não deixa de ser estranho para o administrador que realça o esforço que tem sido efectuado para dar melhores condições aos cerca de 350 trabalhadores dos TUB.

“Esta empresa tem quase 350 colaboradores. Nos últimos quatro anos admitimos 65 motoristas.

Nesta grande empresa, pois já não somos uma PME, só há um trabalhador com contrato a prazo: chama-se Baptista da Costa. Sou eu”, afirmou ontem, em conferência de imprensa. O administrador realça que “as condições de trabalho na empresa têm vindo a ser melhoradas significativamente”, reconhecendo, porém, “que ainda há aspectos a melhorar, algo que “não é fácil com tantas greves a prejudicar a empresa”.

O pré-aviso de greve de Dezembro de 2012, altura em que estava no auge a contestação às medidas de austeridade que vieram com a troika, contempla os dias de feriado. Ou seja, “vigora para todos os feriados. É um problema. Queremos ser uma empresa que presta um bom serviço, mas esta situação não ajuda em nada, pelo contrário.

Aliás, este é um problema transversal ao sector dos transportes em Portugal”. Apesar de tanta paralisação e dos custos que lhe estão inerentes, os TUB conseguiram efectuar 99,96% da circulação planeada, “que é do melhor que há no mundo”, referiu.

O administrador falou à comunicação social no decorrer de uma conferência de imprensa para divulgar os números de adesão à greve nacional da função pública que ontem decorreu.

Explicou que a empresa mede a adesão pelo número de autocarros que sai para a rua. Ou seja, até podem estar todos os administrativos e as oficinas a trabalhar, mas se não sair nenhum autocarro, a adesão será total para a empresa. “Medimos a adesão pelo serviço que prestamos ao cliente e o serviço que prestamos ao cliente é na rua”, argumentou.

Ontem de manhã, dos 110 autocarros previstos, saíram 63 para a rua, ou seja, os TUB contabilizaram uma adesão à greve de 43%.”

in Correio do Minho, 28/10/2017 #TUB #recortesdeimprensa #mobilidade #sustentável