“TUB Braga 2025”

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“TUB Braga 2025”

“Para aceder a Braga há uma boa rede viária, assim como uma linha ferroviária duplicada e eletrificada que a liga a sul em direção ao Porto e a Lisboa.
No futuro, a Linha de Alta Velocidade Ferroviária, vinda do Aeroporto passará por Braga em direção à Galiza, em canal já reservado no PDM – Plano Diretor Municipal para o efeito.
Redes de autocarros, de vários operadores, ligam-na às várias cidades e povoações na sua área de influência.
A proximidade ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro e ao Porto de Leixões participam na competitividade da cidade. Braga, à semelhança de muitas cidades portuguesas, está orientada para o Transporte Individual mas a consciência coletiva de que é uma cidade poluída e com elevado nível de sinistralidade rodoviária levou à decisão de estabelecer objetivos para 2025, com vista a melhorar a qualidade de vida e imagem da cidade:
• Redução em 25% do número de carros na cidade;
• Duplicação do número de Passageiros Transportados pelos Transportes Urbanos de Braga para 20 Milhões;
• 18 000 utilizadores regulares de bicicleta;
Para atingir estes objetivos, que estão alinhados com as metas da União Europeia e do United Nations Climate Change Conference, Paris, 2015, serão tornadas efetivas um conjunto de inicitivas, com um investimento de 135 milhões de euros.
Este Plano de Mobilidade está a ser discutido com a Sociedade Civil e os decisores políticos desde 2012.”

“BRT – Anel da Mobilidade”
“Será instalado um sistema regrante de Transportes Coletivos ao longo de 15 km, o Anel da Mobilidade, na zona mais densa e plana da cidade com uma área de influência de 100 000 pessoas utilizando o BRT – Bus Rapid Transit.
Esta rede é complementada com outras linhas que cruzam o Anel da Mobilidade, mas que podem também com ele conviver em partes do traçado com vista a reduzir a necessidade de transbordos.
A capacidade dos TUB – Transportes Urbanos de Braga para atingir as metas propostas é evidenciado pelo facto de já que nos anos de 2014 e 2015 terem invertido a tendência de muitos anos de perda de passageiros tendo aumentado em 5% o número de passageiros transportados e em mais de 4% a faturação, sem aumento de tarifário ou de frota. O crescimento mantêm-se em 2016.”

“Interfaces físicos”
“Nos extremos do Anel da Mobilidade serão construídos interfaces na periferia da cidade. São equipamentos imprescindíveis para convidar os automobilistas a optarem pelo Transporte Coletivo. Estão previstos dois, estrategicamente colocados a Este e Oeste da cidade.
Constituirão pontos na periferia da cidade com equipamentos e comércio de conveniência para aumentar a sua atratividade.”

“Bicicletas”
“Braga elaborou um plano que contempla o desenho de 76 km de vias cicláveis. O sistema incluirá, ainda um sistema de “Bike Sharing” com mil bicicletas com 1 500 Dock Stations, distribuídas por 75 parques.”

“Transporte flexível”
“A rede de Transportes Coletivos no concelho de Braga será complementada com serviços Porta-a-Porta de forma a reduzir custos e a melhorar o serviço em zonas menos densas da cidade ou em horários de menor procura.”

“Semaforização inteligente”
“A semaforização inteligente da cidade é incontornável para a mudança de paradigma do modelo de mobilidade onde a prioridade passa a ser dada às pessoas, criando ondas verdes para os ciclistas e prioridade para o Transportes Coletivos em detrimento do automóvel.”

“Interfaces funcionais”
“A Mobilidade na cidade será muito facilitada com tecnologias de informação e comunicação com sensores que meçam a mobilidade, que minimizem interrupções dos fluxos prioritários ajustando-se à criticidade e frequência sempre variável ao longo do dia e do ano, de uma forma inteligente, minimizando o consumo energético e melhorando o conforto de quem se desloca na cidade.
Será monitorizada a localização dos autocarros, a contagem da entrada e saída dos passageiros e será possível a comunicação entre um centro de controlo e o motorista, assim como a ligação ao autocarro de modo a retirar diversos dados (i.e. funcionamento, velocidade, consumos, avarias) permitindo assim uma abordagem ativa por parte da Manutenção pelo recurso à telemetria.
A cidade será dotada de bilhética ‘user friendly’ e escalável e aos clientes será disponibilizado serviço de internet Wi-Fi e carregamento de dispositivos móveis a bordo das viaturas e em alguns pontos de paragem.”

“PMO – Parque de Material e Oficinas”
“Para atingir os objetivos da cidade será necessário a construção de um novo PMO. Para o efeito já foram adquiridos os terrenos necessários para a sua construção.”

in Suplemento “ESTAMOS PRESENTES”, 19/09/2016 #TUB #mobilidade #sustentável