“Cidades – Prioridade às Pessoas”

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“Mobilidade não motorizada – modos ativos”

“Sistemas de mobilidade de qualidade e orientados para as pessoas devem incluir os modos ativos, andar a pé e em bicicleta, como complemento do transporte coletivo.

Andar a pé e em bicicleta, são formas acessíveis, saudáveis e sustentáveis de mobilidade e que permitem, ainda, a integração com outros modos de transporte.

É, pois, importante planear a Mobilidade Sustentável com foco nos peões e nos ciclistas e promover a cultura da mobilidade não motorizada para viagens curtas, tais como o acesso à escola, ao trabalho e ao lazer.

Em Braga estão projetados 76Km de vias cicláveis. O objetivo é, em 2025, existirem 10.000 utilizadores regulares de bicicleta.

Criar um ecossistema favorável é determinante para ganhar a preferência relativamente ao automóvel.

Porém, para tal são importantes alguns princípios: Uso do solo: uma gestão eficaz garante que o desenvolvimento das cidades ocorre próximo dos serviços (igrejas, centros de saúde, escolas, supermercados, bancos, esplanadas, zonas desportivas) reduzindo a necessidade de viagens motorizadas.

O uso misto, combinação de usos e atividades, aumenta a segurança, melhora a vitalidade das ruas, potencia as atividades económicas e promove a geração de viagens curtas favorecendo as deslocações a pé, de bicicleta e em transporte coletivo.

Conectividade: é necessário assegurar que o traçado viário favorece as viagens a pé ou em bicicleta tornando- as mais curtas, mais fáceis e mais agradáveis, desincentivando o uso do carro. A existência de várias ligações curtas, de muitas interseções e um reduzido número de vias sem saída são alguns dos exemplos que promovem uma boa conectividade.

Continuidade: garantir a continuidade do traçado viário é importante, pelo que não devem ser construídas vias sem saída. Os percursos cicláveis devem evitar a necessidade de parar e reiniciar. Obstáculos como cruzamentos ou paragens devem ser minimizados.

Atratividade: os percursos devem ser largos, atraentes e proporcionar um ambiente convivial de modo a incentivar a população a andar a pé e de bicicleta. Devem ligar lugares onde as pessoas querem ir.

Ambiente seguro: os utilizadores tendem a usar percursos que são comprovadamente seguros e proporcionam uma maior perceção de segurança.

Peões, ciclistas e outros utilizadores da cidade podem movimentar-se, interagir, conviver e desfrutar de forma segura num ambiente urbano de qualidade se as ruas forem projetadas para baixas velocidades de trânsito automóvel.

Abrandamento de velocidade Em Portugal 76% da sinistralidade rodoviária regista-se dentro das localidades (ANSR 2014).

Em 2014 54% das mortes registadas pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária ocorreram em acidentes rodoviários dentro das localidades.

Todavia, inúmeros estudos demonstram que é possível diminuir a sinistralidade reduzindo a velocidade de circulação nas áreas urbanas.

A Comissão Europeia e a Organização Mundial de Saúde recomendam para vias urbanas um limite de velocidade até 50Km/h.

Em zonas onde há elevada movimentação de peões e ciclistas o limite máximo recomendado é ainda menor: 30Km/h.

Zonas 30: o conceito de “Zona 30” está em expansão por todo o mundo. Carateriza- se, essencialmente, por intervenções de Redesenho Urbano de acalmia de trânsito e de qualificação de espaço publico.

O objetivo é reduzir a sinistralidade, aumentar a segurança e devolver as cidades às pessoas criando zonas seguras, amigáveis e conviviais. Segurança Nos TUB a segurança e a redução da sinistralidade são objetivos permanentes.

Estudamos os acidentes e as suas causas. Atuamos sobre elas. Acompanhamos as situações caso a caso. Reestruturamos as linhas mais críticas de modo a garantir o serviço com segurança.

Com a Reengenharia da Manutenção aumentamos a disponibilidade operacional e a fiabilidade dos autocarros.

Melhoramos a qualidade da formação e incluímos no plano de formação da empresa o CAM – Curso de Aptidão de Motorista. Em dois anos os TUB reduziram a sinistralidade em 46%. É assim que vamos todos os dias construindo o futuro.”

in Diário do Minho, 09/08/2016 #TUB #Braga #Mobilidade