“Privados desafiados a construírem o BRT”

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“BRT vai circular no designado “Anel da Mobilidade””

“Os Transportes Urbanos de Braga desafiam os privados a colaborarem na construção do BRT – Bus Rapid Transit, um sistema de transporte público de alto nível e qualidade que funciona com veículos rodoviários de passageiros.

Numa sessão em Coimbra, promovida pelos Transportes em Revista, os responsáveis pela empresa municipal bracarense sustentaram que, em Braga, não faz qualquer sentido falar isoladamente dos diferentes modos de transporte, mas sim de um Sistema de Transportes, do qual se esperam não só boas condições de mobilidade e acessibilidade mas também a complementaridade entre os diferentes modos de deslocação, que vão desde o transporte individual ao coletivo, passando pelas deslocações a pé, de bicicleta ou de táxi, entre outros.

De forma a conseguir uma grande repartição modal a favor do transporte coletivo, defendem, «é imprescindível que a cidade ofereça ao transporte individual interfaces atrativos, com condições de segurança, serviços e funcionalidades que convidem o automobilista a interromper a sua viagem para, a partir daí, optar pelo transporte coletivo».

No caso concreto de Braga, foi explicado que os dois principais interfaces localizar-se-ão a Este e a Oeste da cidade, permitindo o acesso ao “Anel da Mobilidade” em BRT para quem acede de carro à mesma.

O Interface a Oeste, em Ferreiros, liga o E’Leclerc e a Estação de Caminhos de Ferro. É neste ponto da cidade que se encontram as vias de acesso à A3 e à A11. «Este Interface participará no reforço da imagem de Braga como centralidade, de fácil acesso, da Região em que se insere », referem os TUB em comunicado.

Já o Interface a Este, em Novainho, entre a Rotunda da Paz e a Bomba da Gasolina Prio, no Fojo, «é crucial não só para a estratégia de mobilidade da cidade, mas também porque é aí que a cidade densa começa, retirando a universidade da periferia. A empresa adianta ainda que «as fontes de financiamento do futuro sistema de transportes em Braga serão os orçamentos locais e regionais, assim como os fundos europeus e a banca de investimentos, para além de eventual recurso ao “leasing”». De destacar, ainda, o TOD – Transit Oriented Development, que será gradualmente integrado no desenho da cidade e que permitirá desenvolver «políticas público-privadas virtuosas».

Trata-se de um sistema privilegiado por comunidades densas e multimodais onde os residentes tendencialmente utilizam menos o transporte individual em detrimento dos coletivos.

«A aposta num sistema de transporte de qualidade e capacidade, em conjunto com TOD, permite maior coesão e equidade social, economia de escala na construção e manutenção de infraestruturas, redução de custos associados ao trânsito automóvel – risco de acidentes e emissões poluentes, etc. –, economia local saudável e melhor imagem da cidade », referem os TUB, vincando também que, para a participação nos planos TOD deve ser chamada a iniciativa privada, «construindo parte da infraestrutura e da regeneração urbana».”

in Diário do Minho, 06/04/2016 #TUB #Braga #Mobilidade #Mundo #RecortesdeImmprensa