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Braga compartilha experiências com Sant Boi

Braga compartilhou recentemente as experiências de adaptação às alterações climáticas com o Município espanhol de Sant Boi, localidade próxima de Barcelona.

Em comunicado, a autarquia liderada por Ricardo Rio refere que Braga foi um dos 12 concelhos europeus seleccionados, entre cerca de 60 candidatos, a participar num programa de intercâmbio para adaptação às alterações climáticas.

Inscrita no Pacto dos Autarcas contra as Alterações Climáticas, a Cidade de Braga está a compartilhar experiências com o Município espanhol de Sant Boi, localizado próximo de Barcelona.

Nesse âmbito, Braga recebeu, no início de Abril, a visita do vice-presidente de Sant Boi, acompanhado de um técnico especializado nessa área.

Após uma apresentação sumária das medidas desenvolvidos com vista à adaptação e/ou mitigação das alterações climáticas, foi efectuada uma visita a diversas das intervenções levadas a cabo no concelho, nomeadamente os sensores de nível e de qualidade da água existentes no rio Este e os sensores de qualidade do ar; a frota de autocarros eléctricos dos TUB; a reflorestação do Monte Picoto e o sistema construído em engenharia natural para evitar a contaminação das linhas de água após os incêndios de Outubro de 2017.

Na Primavera de 2020 está prevista a visita de uma delegação da Câmara de Braga a Sant Boi. Neste período os dois Municípios trabalharão em conjunto, compartilhando ideias e experiências enriquecedoras para ambos os territórios.

@Correio do Minho, 18 de abril de 2019

“Entrevista Teotónio Santos” – Correio do Minho

“RETIRAR TRANSPORTE INDIVIDUAL DA CIDADE”

“TEOTÓNIO DOS SANTOS, administrador executivo dos TUB, perspectiva a continuidade de crescimento do número de utentes de transporte público, mesmo numa cidade que foi desenhada para o transporte individual.

Em entrevista ao Correio do Minho/Rádio Antena Minho, aponta o objectivo de captar a classe média para o transporte público e confia na gestão do estacionamento automóvel à superfície como fonte de receita importante para a transportadora municipal nesta fase de investimento em frota e instalações.”

P – Os Transportes Urbanos de Braga (TUB) tiveram, em 2018, um crescimento de 2,3% do número de passageiros, relativamente a 2017. Este indicador tem tendência a aumentar?
R – 2018 foi um ano em que os TUB apresentaram crescimento de passageiros transportados e de volume de negócios. Pelo quinto ano consecutivo, tivemos um resultado líquido positivo. Pode dizer-se que os colaboradores têm feito um trabalho excepcional, sem comparação com outras empresas de transportes.

P – Transportaram 12 milhões de passageiros. Que metas têm para o futuro, atendendo ao Programa de Apoio à Reduçã Tarifária (PART)?
R – O objectivo é, claramente, continuar a aumentar o número de passageiros transportados. Queremos chegar aos 15 milhões nos próximos anos e a alterar a classificação modal a favor do transporte colectivo. Precisamos de retirar transporte individual da cidade e, nesse sentido, temos vindo a promover práticas para a mobilidade mais sustentável, criando um ecossistema mais favorável que permita às pessoas aceder à cidade através do transporte colectivo. Uma das medidas que implementámos foi o congelamento dos tarifários. Penso que isso não foi devidamente validado e reconhecido junto da comuniçação social e dos não utilizadores. Só agora que o Governo lançou o PART é que as pessoas começaram a consciencializar que o preço tem significado na decisão de escolha do transporte. Nós tínhamos essa certeza quando, no início de 2014, implementámos o congelamento dos tarifários.

P – No início do anterior mandato autárquico foi apontada a meta dos 20 milhões de passageiros em 2025. Ainda é realista essa perspectiva?
R – Essa meta foi retirada da política europeia de transportes públicos. O que constatámos é que a maior parte das cidades nem tem aumentado o número de passageiros. Braga tem conseguido aumentos significativos.

P – 15 milhões até final deste mandato autárquico?
R – Não. Para atingir esse número precisamos de aumentar ainda mais a oferta e ter mais autocarros.

P – Apesar dos cinco anos de aumento de passageiros transportados, a cidade de Braga continua com muitos automóveis a circular. Há muito transporte individual nas deslocações pendulares. Há outras razões para o transporte público não ser a primeira escolha para muitas pessoas?
R – A cidade de Braga nasceu orientada para o transporte individual. Onde moram 100 mil pessoas há cerca de 50 mil lugares de estacionamento de transporte individual. Com o crescimento que teve, a cidade favoreceu a vinda do transporte individual para o centro. Nós temos vindo a contrariar essa perspectiva com algum sucesso. Temos vindo a fazer grandes campanhas de promoção, a sensibilizar para a existência de uma rede de transporte público que tem vindo a melhorar significativamente. Os principais pólos geradores de mobilidade dentro da cidade já estão ligados com frequência de autocarros de 15 minutos.

P – Já há menos desculpas para não usar o transporte público?
R – A oferta dos TUB tem melhorado significativamente nos últimos anos e sem qualquer aumento de tarifário. Por exemplo, tínhamos a zona de Lamaçães praticamente sem oferta e hoje tem duas linhas que representam um novo paradigma de mobilidade, que funcionam todos os dias da semana, com frequência de 20 em 20 minutos.

P – A renovação da frota tem ajudado a criar uma imagem diferente dos TUB?
R – Nós tentamos melhorar a imagem da empresa e a imagem dos autocarros, mesmo os que estão mais envelhecidos. Com o Programa Operacional Sustentabiliade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR), já executámos o processo de renovação da frota. Seis novos autocarros eléctricos já estão a operar deste Setembro.

P – Qual é o balanço de funcionamento dessas autocarros?
R – O balanço é positivo. Desde o início da operação, executámos 80% dos quilómetros previstos. Isso teve a ver com alguns constrangimentos que foram surgindo fruto de uma tecnologia recente. Um autocarro eléctrico ainda não aguenta um dia inteiro de serviço Estamos numa fase de aprendizagem, daí a nossa opção de não depender de uma única tecnologia. O segundo projecto POSEUR, já aprovado e que vamos começar a executar agora, para estar concluído até final de 2020, inclui sete autocarros eléctricos e 25 a gás.

P – Essa desproporção tem a ver com a maior eficácia dos autocarros a gás?
R – Tem a ver também com a questão do preço. Um autocarro à gás custa sensivelmente metade de um autocarro eléctrico.

P – Os autocarros eléctricos geraram algum incremento de passageiros?
R – As linhas onde operam já estavam em crescimento. Quando os clientes aumentam é por vários motivos.

P – Em termos de operação, os TUB têm ganhos com os autocarros eléctricos?
R – O investimento pesa na operação. Cada autocarro eléctrico custou 425 mil euros. Já estamos com ganhos significativos na operação.

P – Para o corrente ano está previsto um grande investimento dos TUB através do POSEUR. Quando é que os 32 novos autocarros entram em operação?
R – Não vêm todos ao mesmo tempo. O programa terá de estar implementado até ao final de 2020. Prevê-se um investimento de 9,7 milhões de euros, dos quais 3,6 cofinanciados pelo POSEUR. Ou seja, os TUB vão ter de colocar nesta operação cerca de 6,3 milhões de euros.

P – São autocarros para substituir outros mais antigos, ou haverá crescimento da frota?
R – Nós apontamos duas lacunas ao POSEUR: o financiamento não é assim tão significativo e exige o abate de uma viatura por cada viatura nova que entre. Não prevê o crescimento da frota que iria dar resposta a novas necessidades da cidade, que tem cada vez mais pessoas que vêm para cá estudar e trabalhar.

P – Os TUB tem 147 autocarros. Qual seria o número ideal?
R – Nem todos esses 147 estão operacionais.

P – Quando chegam as primeiras novas viaturas?
R – Estamos a preparar a operação com as entidades financeiras. Até ao final do ano teremos cá os primeiros autocarros.

P – Apesar de resultados operacionais positivos sucessivos, os TUB não têm possibilidade de crescimento da frota, uma vez que os novos 32 autocarros vêm substituir outros mais antigos?
R – Nos últimos cinco anos temos tido resultados positivos, mas o que é facto é que não conseguimos libertar recursos para renovar a frota. Neste momento temos vários desafios. Temos o plano de renovação da frota para executar este ano e no próximo; temos a anexação dos terrenos da Ponte dos Falções para, numa primeira fase, ampliar, o nosso parque de viaturas, e avançar para o Parque de Material e Oficinas (PMO). As actuais oficinas estão completamente obsoletas.

P – É um projecto para avançar este ano?
R – Sim. Há dois anos apresentámos um anteprojecto, estamos a concluir um projecto que prevê a alteração das oficinas e dos escritórios, Neste momento, estamos a vedar o nosso terreno para, numa primeira fase, ali estacionarmos os autocarros. Como se trata de uma área de reabilitação urbana, pensamos que poderemos estar em boas condições de concorrer ao IFRRU 2020 – Instrumento Financeiro. Reabilitação e Revitalização Urbanas. Trata-se de um terreno bem localizado, que reduz os quilómetros em vazio e o horário dos motoristas, ao contrário do que sucederia se fosse na periferia da cidade.

P – Há quem sugira essa localização. Há prós e contras?
R – Em termos de quilómetros em vazio e de horários dos motoristas, seria uma situação gravosa para a empresa e que poderia pôr em causa as contas da empresa.

P – Tem ideia do investimento necessário para o PMO?
R – Estamos a ultimar pormenores com o arquitecto de forma a que possamos ter um parque com qualidade para responder aos desafios da cidade.

P – Está prevista alguma remodelação da rede dos TUB? Acrescentar linhas às que existem, mesmo tendo em conta as limitações da frota?
R – O PART prevê a utilização da verba alocada a Braga, 782 mil euros, para redução tarifária e melhoria do serviço. Decidimos utilizar 81% dessa verba para a redução tarifária, implementando uma redução de 16% para toda a população que utiliza passe de carregamento mensal. Os 19% remanescentes vamos utilizá-los na melhoria da oferta, ainda este ano, a partir de Maio/Junho. Em Nogueira, a zona do Hospital privado que, apesar de movimentar mais de duas mil pessoas, está mal servida de transporte público; vamos melhorar a oferta para o Bom Jesus aos sábados, domingos e feriados, porque a procura turística tem vindo a aumentar nos últimos anos; também aos fins-de-semana, vamos aumentar a oferta da linha Camélias- Hospital público.

P – Algumas pessoas poderão questionar o porquê de os TUB não afectarem à melhoria do serviço uma fatia maior do PART…
R – Queríamos que se fizesse sentir a questão da redução do tarifário. O preço tem relevância na opção pelo transporte público.

P – Já se notaram resultados da redução do tarifário dos passes?
R – É prematuro. Comparativamente com 2017, estamos com mais dois mil passes, mas muitos vêm de trás. Temos de esperar alguns meses para tirar alguma conclusão.

P – Esta redução não se aplica a outros títulos de transporte.
R – Decidimos aplicar a redução aos clientes mais fidelizados ao transporte público.

P – O cliente dos TUB é muito estudantil e idoso. Há mais alguma parte da sociedade que gostassem de captar?
R – O objectivo que temos vindo a procurar é captar a classe média com melhoria de oferta. Desde 2014 que temos vindo a crescer em todos os títulos de transporte, incluindo o passe normal não bonificado. Queremos que a classe média substitua o seu transporte individual pelo autocarro.

P – O apoio do Programa de Apoio à Redução Tarifária (PART) vai manter- -se no próximo ano e seguintes?
R – Esperemos que sim. É um primeiro passo que o Governo deu para promover a verdadeira mobilidade sustentável e que teve, pela primeira vez, impacto fora das grandes áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.

P – A administração dos TUB, na linha do que vem dizendo há muito tempo o próprio poder municipal, também se sente discriminada pelo poder central em relações aos sistemas de transporte de Lisboa e Porto?
R – Sim. Ainda há poucos dias o presidente da Carris dizia numa entrevista que tem vindo a renovar a frota com o apoio do POSEUR, ao mesmo tempo que afirmava que não tem de recorrer à banca para financiar o remanescente. O Governo financia- os por duas vias. Os TUB vão executar este segundo programa do POSEUR com necessidade de recorrer à banca.

P – Isso quer dizer que nos próximos anos não podemos esperar resultados financeiros tão positivos nos TUB?
R – O nosso objectivo é continuar a crescer, a captar mais clientes.

P – Mas será mais difícil manter o equilíbrio de contas com estes novos encargos financeiros?
R – O que esperamos é que os novos autocarros nos permitam reduzir os custos operacionais e continuar a ter a empresa com as contas equilibradas.

P – Os custos operacionais têm um peso grande?
R – Os TUB têm um orçamento próximo dos 12 milhões de euros e cerca de sete milhões são para pagar salários. O segundo maior custo são os combustíveis: cerca de três milhões de euros por ano.

P – A redução dos passes via PART abrangeu 22 mil pessoas?
R – Sim.

P – É um número que fica aquém das expectativas, tendo em conta a população do concelho de Braga?
R – O objectivo é que os utilizadores pontuais do transporte público possam fidelizar- se com a aquisição do passe mensal.

P – O financiamento do PART vai acompanhar um eventual crescimento do número de utentes com passe mensal?
R – Se houver um crescimento muito substancial, poderemos não ver essa verba comparticipada.

P – Não há um financiamento ‘per capita’?
R – Não. O Orçamento de Estado prevê para as áreas metropolitanas de Lisboa e Porto a grande fatia do PART. Para a Comunidade Intermunicipal do Cávado foram afectos 1,6 milhões de euros. Temos de viver com o que temos.

P – ‘O School Bus’ é um projecto com sucesso?
R – Sim. Arrancámos no início do ano lectivo no sentido de descarbonizar e de retitar alguns carros do centro da cidade. Temos seis escolas envolvidas, três públicas e três privadas, e temos tido boa procura e bom ‘feed back’ por parte dos alunos e dos encarregados de educação.

P – Há possibilidade de alargamento no próximo ano lectivo?
R – Estamos a estudar.

P – Quais são as dificuldades?
R – Têm a ver com constrangimentos financeiros, como é óbvio. Servimos seis escolas em zonas críticas da cidade.”

“Receita dos parcómetros financiará transporte público”

R – Disse atrás que a cidade de Braga foi desenhada para o trânsito automóvel particular. Brevemente, os TUB vão ficar com a missão da fiscalização do estacionamento automóvel à superfície. É uma desafio novo para a empresa? Como estão a prepará-lo?
R – Um dos desafios é a gestão de novos negócios. Aqui entra a gestão do estacionamento à superfície. Há cerca de dois meses foi aprovada a alteração dos estatutos para que pudéssemos abarcar outras competências. A empresa tem ‘know how’ e poderá permitir uma gestão mais integrada da mobilidade. Estamos a estudar com a Câmara Municipal um modelo de negócio que apresentaremos muito brevemente.

P- O condutor dos autocarros dos TUB vai ver se os carros estão mal estacionados?
R – (risos) Não!

P – Essa imagem já foi muito usada pelos críticos…
R – Em muitas cidades já existe uma rede de transportes que dá resposta a determinada população. A restante população que não pretende utilizar a rede de transportes vem no seu carro individual e paga o estacionamento. Esse dinheiro reverte para o financiamento do sistema de transportes. Este modelo pode permitir uma gestão integrada da mobilidade tornar-se um negócio rentável para ajudar os TUB.

P – Isso pode ser importante para o equilíbrio das contas nesta fase de maior investimento?
R – Sim. Nós vamos investir fortemente nos autocarros e no nosso parque. Essa verba pode ser relevante.

P – Quem vai fiscalizar o estacionamento?
R – Teremos uma equipa para esse serviço.

P -Isso acontecerá ainda este ano?
R – Seguramente.

P – Podemos ver nesta opção do Município de Braga uma valorização do transporte público? Os TUB poderão ter alguma capacidade de supremacia sobre o transporte privado em determinadas zonas da cidade?
R – A fiscalização do estacionamento em segunda fila e nas nossas baías de estacionamento dirá respeito às autoridades policiais. Nós simplesmente vamos fiscalizar o estacionamento nos parcómetros.

P – A Câmara Municipal de Braga tem anunciada uma alteração do mapa do estacionamento à superfície e a criação de zonas diferenciadas…
R – Estamos a estudar o assunto em articulação com a Câmara.

P – Mas por essa via poderão reduzir zonas de conflito?
R – Podem ser acrescentadas zonas de estacionamento, podem ser reduzidas outras. Estamos a estudar também a possibilidade de preço diferenciado por zonas.

P – No início do anterior mandato autárquico, falou-se muito da possibilidade de novas modalidades de transporte público em Braga. Falou-se muito do BRT (Bus Rapid Transit) . É um cenário que a actual administração dos TUB equaciona?
R – Os fundos comunitários para 2020- 2030 prevêem a inserção de BRT em cidades com mais de 100 mil habitantes. Braga insere-se nesse tipo de cidades. São investimentos exigentes e de grande envergadura que exigem fundos comunitários. Em alguns eixos da cidade seria possível implementar um BRT.

“Das 74 linhas regulares apenas 14 são rentáveis”

P – Os TUB têm um papel importante na ligação das zonas periféricas e rurais à cidade de Braga com custos operacionais mais gravosos. Há um compromisso social que se mantém? R – Nós fazemos operação em todas as freguesias. Temos vindo a introduzir melhorias não só na zona urbana, mas também em S.Pedro d’Este, Ferreiros, Ruílhe, Tebosa, Esporões, Guizande, Cunha, Arentim, Tadim…

P – Aí também tem havido crescimento de passageiros?
R – Nalguns sítios tem havido redução e noutros temos tido ganhos. Nós temos 74 linhas regulares e apenas 14 são rentáveis. Treze linhas transportam 60% dos nossos clientes. Mesmo assim, não descuramos as freguesias e temos vindo a melhorar o serviço onde é possível.

P – Lembramo-nos de ver autocarros dos TUB a circular em período nocturno nas freguesias periféricas. É inevitável a redução dessa oferta?
R – Nos últimos anos, não se verificou redução. Foram adequados horários.

“Não temos ideia de fazer aumento de preços. Vamos manter o congelamento do tarifário, apesar do aumento significativo do custo dos combustíveis.””

“Ainda não existe bilhética integrada”
“P – A Comunidade Intermunicipal do Cávado tem seis municípios. A perspectiva é que se possa viajar com uma bilhética integrada. A harmonização bilhética não está conseguida?
R – Não. Temos vindo a trabalhar com outros operadores. A nossa bilhética já permite uma integração, mas isto não é transversal a outras empresas. Esperamos que, quando forem lançados novos concursos, até final deste ano, se possa ter em atenção uma bilhética integrada.

P – A CIM Cávado está em desvantagem em relação às áreas metropolitanas de Lisboa e Porto?
R – Sim. Lisboa e Porto sempre tiveram uma gestão mais metropolitana do sistema de transportes.

P – Termos uma espécie de ‘andante’ no Vale do Cávado é um sonho?
R – É uma possibilidade, mas é preciso trabalhar. A nossa bilhética já permite compatibilidade, já temos capacidade para fazer algumas validações através de telemóvel, mas as outras empresas têm de evoluir.

P – Seria interessante os TUB terem uma bilhética integrada com a CP?
R – Sim.

P – É falacioso falar-se de mobilidade dentro da Comunidade Intermunicipal ?
R – É um caminho que tem de se percorrer. Nós já temos vindo a fazer alguma intermodalidade funcional. Os nossos horários junto às estações de comboios e de camionagem foram adequados com os outros operadores. Essas linhas têm tido um aumento significativo.”

Perfil
“TEOTÓNIO Andrade dos SANTOS é licenciado e mestre em Engenharia e Gestão Industrial, tendo sido director de exploração dos Transportes Urbanos de Braga (TUB) entre 2002 e 2013, depois de ter passado pelo Departamento de Exploração da empresa, de 2000 a 2001.

É autor de estudos de procura e implementou várias linhas de transporte urbano de passageiros, tendo coordenado a reestruturação da rede regular de transporte colectivo de passageiros.

Está na administração da transportadora municipal bracarense desde 2014.”

in Correio do Minho, 13/04/2019 #TUB #Braga #mobilidade #sustentável #recortesdeimprensa

“11,9 milhões de passageiros nos autocarros de Braga”

Registou-se um aumento de 2,3% na procura. Venda de títulos rendeu 6,2 milhões de euros.

Os Transportes Urbanos de Braga (TUB) aumentaram o número de passageiros pelo quinto ano consecutivo e, em 2018, chegaram a 11,9 milhões de pessoas, mais 2,3% do que em 2017. A venda de títulos ultrapassou os 6,2 milhões de euros, mas a receita total da empresa, incluindo alugueres, cifrou-se nos 6,8 milhões, mais 4% em comparação com o ano anterior.

“Os bracarenses têm acreditado que vale a pena ter uma empresa de transportes inclusiva, em posse do Município, e com índices de qualidade que nos enchem de satisfação”, afirmou o presidente do Conselho de Administração , Firmino Marques, sublinhando que os resultados positivos nunca implicariam aumento do tarifário. “Temos ajudado à economia das famílias. Estamos a colaborar e a convidar os bracarenses a utilizarem ainda mais o transporte público”, defendeu, minutos antes de demonstrar que a empresa fechou o ano com um resultado líquido de 37,2 mil euros.

Ao todo, as 147 viaturas dos TUB fizeram quase 600 mil viagens e percorreram seis milhões de quilómetros. Os responsáveis destacaram também o grau de fiabilidade, garantindo que foram realizadas 99,95% das viagens planeadas.

“A perspectiva é continuar a crescer”, frisou o administrador Teotónio Santos, lembrando que a empresa tem estado num processo de renovação da frota, com apoio de fundos comunitários. Começou por seis autocarros elétricos, mas até 2025 espera adquirir mais 7 e 25 a gás.

in Jornal de Notícias, 10/04/2019

“TUB antecipam crescimento de passageiros em ano de investimento de 10 milhões”

“A administração dos Transportes Urbanos de Braga está convicta de que o investimento de 10 milhões de euros na renovação de um terço da frota vai traduzirse no crescimento do número de passageiros, por força da melhoria da qualidade e do conforto das viaturas que vão ser compradas em 2019 e em 2020.

A convicção de que a renovação de um terço da frota dos Transportes Urbanos de Braga (TUB) vai conduzir a uma maior procura dos serviços prestados pela transportadora municipal foi expressa ontem pelo vice-presidente da Câmara Municipal de Braga, Firmino Marques, que preside ao conselho de administração da empresa. «Embora saibamos que 2019 vai ser um ano com maiores desafios, por força do grande investimento que vamos fazer, perspetivamos a continuidade do crescimento da empresa. A renovação de praticamente um terço da frota vai trazer mais utentes aos TUB e aumentar o volume de negócios», disse Firmino Marques.

O responsável, que falava à margem da conferência de imprensa de apresentação dos resultados de 2018, precisou que desde o ano em curso e até ao final de 2020, os TUB vão investir «cerca de 10 milhões de euros» na aquisição de 32 novas viaturas. Sete autocarros vão ser 100 por cento elétricos e os 25 restantes 25 movidos a gás natural.

A empresa vai ainda investir na criação de sete pontos de carregamentos elétricos e numa estação de abastecimento de gás natural.

Firmino Marques considera que «a política de investimento centrado na melhoria da qualidade dos serviços vai merecer uma maior confiança do público alvo dos TUB, que é a empresa de transportes públicos com o grau de satisfação dos passageiros mais elevado do país, conforme revelou um estudo da DECO». Dados que levam o autarca a vincar que «os bracarenses têm que acreditar nos seus transporte público».”

“Cinco anos de lucros sem aumento dos preços “

“O administrador executivo dos Transportes Urbanos de Braga (TUB), Teotónio Santos, destacou ontem o facto de a empresa municipal ter gerado lucros pelo quinto ano consecutivo e ter conseguido aumentar o número de pasageiros, sem que tivesse aumentado o preço dos títulos de transporte, desde 2013. Falando na apresentação dos resultados relativos à gestão de 2018, o responsável revelou que os TUB tiveram um resultado positivo líquido de 37,2 mil euros. O saldo, que ficou abaixo dos 98,7 mil euros que foram previstos no orçamento, incorpora o aumento de benefícios a alunos do ensino secundário e medidas especiais que permitiram que o titular de um passa social pudesse viajar com um acompanhante, aos fins-de-semana e feriados.

Os números avançados por Teotónio Santos deram conta que a transportadora municipal ultrapassou os 11,9 milhões de passageiros, registando um crescimento de 2,3 por cento face ao ano anterior. A receita arrecadada com a venda de títulos subiu para os 6,2 milhões de euros, sendo que o montante gerado pelos alugueres superou o meio milhão de euros.

Contas feitas, os TUB tiveram uma receita total na casa dos 6,8 milhões de euros, valor que traduz um crescimento na ordem dos quatro pontos percentuais, na comparação com a gestão de 2017. “

in Diário do Minho, 10/04/2019 #TUB #mobilidade #sustentável #recortesdeimprensa

“TUB com resultados “excelentes” há cinco anos consecutivos”

“O ANO DE 2018 teve para os Transportes Urbanos de Braga (TUB) mais resultados positivos líquidos, mais passageiros, mais volume de negócios, mais qualidade da frota e mais confiança dos utentes. “

“Quanto maiores são as dificuldades a vencer, maior será a satisfação.”
Cícero

Mais resultados positivos líquidos, mais passageiros, mais volume de negócios, mais qualidade da frota e mais confiança dos utentes. Estes são os ‘cinco mais’ apontados ontem pelo presidente do Conselho de Administração dos Transportes Urbanos de Braga (TUB), Firmino Marques, para justificar os “excelentes resultados” que a empresa municipal alcançou em 2018, tendo conseguido assim manter resultados positivos nos últimos cinco anos.

“Estes resultados enchem de orgulho todos os bracarenses. Os TUB são uma empresa municipal que presta um serviço de enormíssima qualidade e todos os colaboradores são os grandes obreiros desta enorme satisfação”, defendeu o também vicepresidente da Câmara Municipal de Braga, assumindo que os dados “fantásticos” que ontem foram apresentados “demonstram uma empresa completamente entregue aos resultados e ao cumprimento dos objectivos”, não se refugiando “em desculpas nem atirando a toalha ao chão perante as dificuldades”.

Com um resultado líquido positivo de 37,2 mil euros sem que se tenha verificado qualquer aumento de tarifários e até com o alargamento dos benefícios aos estudantes do ensino secundário, “os TUB têm ajudado a economia familiar dos bracarenses”.

Para Firmino Marques este “é um dado digno de registo” numa empresa que “faz questão” de utilizar a política dos “cinco mais”. Aos “cinco mais”, já mencionados, Firmino Marques acrescentou mais um: “mais colaboração contínua e permanente de todos os colaboradores dos TUB”.

Entretanto, o administrador dos TUB, Teotónio dos Santos, realçou o facto de este ser o “quinto ano consecutivo” da empresa com resultados líquidos positivos, destacando o congelamento dos preços desde 2013.

Para além dos números apresentados (ver caixa), aquele res ponsável lembrou ainda que 2018 foi o ano do início da renovação da frota, com a aquisição de seis autocarros eléctricos, orçados em três milhões de euros.

Esta renovação vai continuar até o próximo ano, fruto de uma segunda candidatura ao Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR), que vai permitir ainda a aquisição de mais sete autocarros eléctricos e 25 autocarros a gás, num investimento de 10 milhões de euros.

Teotónio dos Santos referiu que estes dados são “o reflexo da confiança dos bracarenses” naquela empresa pública, acreditando que no futuro os TUB vão “continuar a crescer em todos os domínios e alargar o âmbito de negócio”, já que há muitos projectos para avançar em breve, destacando-se aqui a gestão da fiscalização do estacionamento público à superfície na cidade.

Com 344 colaboradores e 147 viaturas, a empresa municipal possui uma rede de 300 quilómetros, com 1873 paragens. Em 2018, os autocarros percorreram mais de 6,1 milhões de quilómetros em mais de 400 mil horas de serviço público, tendo efectuado quase 600 mil viagens. De salientar que os TUB apresentaram uma taxa de regularidade dos serviços superior a 99%.

in Correio do Minho, 10/04/2019 #TUB #mobilidade #sustentável #recortesdeimprensa

inquérito i – Correio do Minho

Considera a redução de 16% dos passes dos TUB um incentivo à utilização do transporte público?
“Na minha opinião sim, penso que é uma óptima medida.” – Fernando Oliveira
“Considero que é um excelente incentivo e uma mais-valia sobretudo para quem já usa diariamente os transportes públicos.” – David Silva
“Penso que esta redução do tarifário é importante e vai ser positiva aos utentes do transporte público. É um incentivo.” – António Vilaça
“Julgo que a redução dos passes é um impulso ao uso do transporte público pois há muita gente que só tem este meio de mobilidade.” – Fernando Vilaça
inquérito i @ Correio do Minho, 04/04/2019

“Demolição do último prédio no Bairro dos Falcões abre caminho aos TUB”

“A DEMOLIÇÃO do último prédio no bairro social dos Falcões encerra um longo processo de saída dos moradores e abre agora caminho aos Transportes Urbanos de Braga (TUB), permitindo a expansão do Parque de Material e Oficinas.

A demolição do último prédio no bairro social dos Falcões encerra um longo processo de saída dos moradores e abre agora caminho aos Transportes Urbanos de Braga (TUB), permitindo a expansão do Parque de Material e Oficinas.

O presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, realça a importância da conclusão deste processo de um bairro que “não era, propriamente, um exemplo do ponto de vista das condições habitacionais para os seus residentes”, sublinhando a “opção pela extinção do bairro” que foi “uma boa solução para as pessoas que ali residiam e também para melhorar o enquadramento de toda a zona envolvente”.

Rio dá nota ainda que “a demoliçao desses blocos vem criar as condições para que a BragaHabit – Empresa Municipal de Habitação de Braga, que é detentora desses blocos, possa cumprir com o negócio que concretizou com os TUB que é de entregar aquele terreno para a criação da zona do parque de viaturas e de manutenção dos Transportes Urbanos de Braga”, sublinhando a importância desta “expansão do parque de viaturas dos TUB que revela a ambição e o crescimento que os Transportes Urbanos de Braga tem registado e vem responder a uma necessidade que as actuais instalações já não respondiam”.

De salientar que a demolição do primeiro dos três blocos habitacionais do Bairro Social Ponte dos Falcões começou em Setembro de 2017, arrastou-se por mais de dois anos com a demolição do último esta semana.

O realojamento dos moradores foi também um processo longo e difícil que obrigou a uma gestão complexa por parte da BragaHabit de inserção dos agregados familiares.

Concluído o processo de demolição do bairro social dos Falcões, os terrenos serão, posteriormente, utilizados pelos Transportes Urbanos de Braga para a expansão do parque desta empresa municipal.”

in Correio do Minho, 02/04/2019 #TUB #mobilidade #sustentável

“Aquisição de veículos ‘mais limpos’ dos TUB é exemplo para Madeira”

OS TRANSPORTES Urbanos de Braga apresentaram na Madeira, a convite do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos, os seus investimentos em autocarros ‘mais limpos’.

O administrador executivo dos Transportes Urbanos de Braga (TUB), Teotónio dos Santos e o responsável do Departamento de Engenharia e Equipamentos, Eduardo Nuno Ribeiro, estiveram na Madeira, a convite do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR), para apresentarem os seus projectos de investimento com este apoio na aquisição de veículos que passem a utilizar fontes de combustíveis mais limpas – ‘Autocarros Limpos’.

Os TUB mostraram como aproveitaram o Eixo Estratégico ‘Apoiar a Transição para uma Economia com Baixas Emissões de Carbono’ para proceder a investimentos em veículos considerados ‘mais limpos’.

A apresentação teve lugar recentemente no evento denominado ‘A Política de Coesão na Região Autónoma da Madeira – PO SEUR’, realizado no Museu de Arte Contemporânea da Madeira-Casa das Mudas, na Calheta, Madeira, que teve como propósito divulgar alguns dos projectos que o POSEUR considera mais relevantes nos diversos domínios por si apoiados no Continente e na Região Autónoma da Madeira (RAM).

Teotónio dos Santos e Eduardo Nuno Ribeiro, em representação dos TUB, abordaram a motivação que levou os TUB à sua realização, dos resultados já alcançados e a alcançar com a sua implementação. Permitiu, assim, a partilha da experiência dos TUB, dos seus benefícios para a área urbana abrangida, comunidade e utentes dos transportes públicos colectivos de passageiros, designadamente a redução de emissões poluentes associadas ao transporte bem como o seu efeito na captação de novos utentes para o transporte público colectivo de passageiros.

Esta iniciativa visou dar a conhecer ao público em geral e em especial aos beneficiários do POSEUR na Região Autónoma da Madeira (RAM) bem como ao público escolar, os primeiros resultados já alcançados com aquele Programa com a aplicação do Fundo de Coesão. A selecção dos projetos apresentados, visou permitir também, a troca de experiências entre beneficiários atuais e potenciais, nas tipologias elegíveis na RAM, procurando, disseminar boas práticas.

Os TUB integraram um dos painéis, apresentando os dois projectos que foram aprovados pelo POSEUR e que estão a ser realizados por esta empresa municipal bracarense, no âmbito da eficiência energética dos transportes públicos colectivos de passageiros visando a redução de emissões de CO2 e outros gases de efeito estufa.

O evento contou com a presença de várias entidades da Região Autónoma da Madeira, participando também na sessão o vicepresidente do Governo Regional da Madeira, Pedro Calado, o secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade, José Mendes, representantes da Comissão Europeia bem como da Presidente da Comissão Executiva do POSEUR, Helena Pinheiro de Azevedo.

Os TUB vêm a público congratular-se pelo reconhecimento que o POSEUR atribui aos seus projectos de renovação da frota de autocarros através da aquisição de veículos com uma superior performance ambiental, referenciando os mesmos como projectos de referência nacional na implementação de medidas de eficiência energética e racionalização dos consumos nos transportes públicos de passageiros, visando a redução de emissões de CO2 e gases nocivos para o ambiente.

@Correio do Minho, 28 de março de 2019

“Projetos dos TUB entre os mais «relevantes»”

Os Transportes Urbanos de Braga apresentaram recentemente os seus projetos de investimento realizados com o apoio do PO SEUR – Programa Operacional de Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos e enquadrados no Eixo Atlântico – Apoiar a Transição para uma Economia com Baixas Emissões de Carbono.

O convite partiu do PO SEUR, no âmbito do evento “A Política de Coesão na Região Autónoma da Madeira – PO SEUR”, na Madeira, que visou divulgar alguns dos projetos que considera mais relevantes nos diversos domínios por si apoiados no continente e na Região Autónoma da Madeira.

Os projetos dos TUB foram apresentados pelo administrador executivo, Teotónio dos Santos, e pelo responsável do Departamento de Engenharia e Equipamentos, Eduardo Nuno Ribeiro, que abordaram o que levou os TUB à sua realização e os resultados já alcançados e a alcançar com a sua implementação. Permitiu, assim, a partilha da experiência da empresa, dos seus benefícios para a área urbana abrangida, comunidade e utentes dos transportes públicos coletivos de passageiros, designadamente a redução de emissões poluentes associadas ao transporte, bem como o seu efeito na captação de novos utentes para o transporte público coletivo de passageiros.

Esta iniciativa visou dar a conhecer os primeiros resultados já alcançados com aquele Programa com a aplicação do Fundo de Coesão. A seleção dos projetos apresentados visou, também, a troca de experiências entre beneficiários atuais e potenciais, nas tipologias elegíveis na RAM, procurando, disseminar boas práticas.

Assim, os TUB integraram um dos painéis, apresentando os dois projetos que foram aprovados pelo PO SEUR e que estão a ser realizados por esta empresa no âmbito da Eficiência Energética dos Transportes Públicos Coletivos de Passageiros visando a redução de emissões de CO2 e outros gases de efeito estufa, através da aquisição de veículos que passem a utilizar fontes de combustíveis mais limpas.

@Diário do Minho, 28 de Março de 2019