Rede Europeia CIVITAS em visita aos TUB

A rede europeia e de programas urbanos de mobilidade “CIVITAS”, da qual Braga faz parte, esteve em visita à cidade e aos TUB. 

Os especialistas das cidades Kruševac (Sérvia), Kilkis (Grécia), Marselha (França), Guimarães (Portugal) e Gaia (Portugal) juntaram-se aos técnicos do município de Braga para visitarem os TUB. Nesta visita foi efetuada uma breve apresentação sobre os TUB, os projetos em curso, a visão dos TUB para o futuro da mobilidade na cidade e trocadas algumas experiências. 

Foi ainda possível ver um autocarro elétrico em carregamento e explicada a forma como os mesmos estão a ser operados. Os especialistas europeus teceram rasgados elogios aos TUB.

“Simulacro de incêndio testou plano de emergência dos TUB”

Os Transportes Urbanos de Braga (TUB) promoveram, na passada sexta-feira, um simulacro de incêndio nas oficinas de manutenção da empresa, na rua Quinta Santa Maria, em Maximinos.

O simulacro de incêndio e evacuação teve como objetivo geral «testar a operacionalidade do plano de emergência interno, treinar os colaboradores, criar rotinas de comportamento e atuação, permitindo aperfeiçoar os procedimentos estabelecidos».

Segundo a empresa municipal, após ter sido detetada e comunicada a situação ao responsável de segurança, o mesmo ativou o plano de emergência contactando os Bombeiros Voluntários de Braga, que face à descrição de emergência mobilizaram para o local os meios humanos e materiais necessários.

Cinco minutos após o contacto, os Bombeiros Voluntários de Braga apresentavam-se nas instalações dos TUB onde a responsável da Segurança os aguardava para fornecimento das informações necessárias.

No âmbito da operação, os Bombeiros Voluntários de Braga deslocaram-se para o local com um carro de combate a incêndio, uma ambulância e sete elementos.

Nessa altura num tempo inferior a 5 minutos, seguindo as indicações da equipa de evacuação, já todos os colaboradores da empresa se encontravam concentrados no ponto de encontro e o foco de incêndio na oficina extinto recorrendo aos meios de primeira intervenção.

Já no local do alegado sinistro, os Bombeiros Voluntários de Braga avaliaram a situação, garantiram as condições de segurança para o decurso das operações de busca, salvamento e combate a incêndio.

No decurso destas operações detetaram a presença de um colaborador que no processo de evacuação sofreu uma queda (simulada) na descida das escadas, foram executados todos os procedimentos de estabilização e imobilização da vítima, sendo transportado ao Hospital de Braga pela ambulância presente no local, 17 minutos após a chegada dos Bombeiros aos TUB.

Vinte e quatro minutos após ter sido ativado o plano foi dado por terminado o exercício, seguindo-se uma briefing final onde o comandante interino Pedro Ribeiro frisou, de acordo com o comunicado de impresa, «a importância deste tipo de exercícios nas empresas, bem como a importância formação. Só com uma formação adequada é possível limitar os riscos de incêndio, em complemento às medidas de segurança adotadas no estabelecimento. O investimento efetuado em equipamentos e sistemas de segurança contra incêndios só poderá ser devidamente aproveitado se os colaboradores possuírem formação adequada na área da segurança, de modo a agirem de forma harmónica com as medidas adotadas».

Às 10h32 foi reposta a normalidade e solicitado que todas as atividades regressassem à normalidade, uma vez que o simulacro tinha terminado.

@Diário do Minho 06 de maio de 2019

“Simulacro testa plano de emergência dos TUB”

“AS INSTALAÇÕES dos Transportes Urbanos de Braga, em Maximinos, serviram de palco para a realização de um simulacro, realizado com o apoio dos Bombeiros Voluntários de Braga, que testou o plano de emergência da empresa municipal.

As instalações dos Transportes Urbanos de Braga, na Rua Quinta Santa Maria, em Maximinos, foi palco de um simulacro por estes dias, com o grande objectivo de testar o seu plano de emergência.

Foi um simulacro de incêndio nas oficinas de manutenção da empresa. No âmbito da operação, os Bombeiros Voluntários de Braga (BVB) deslocaram-se para o local com um carro de combate a incêndio, uma ambulância e sete elementos.

O simulacro de incêndio e evacuação realizado teve como objetivo geral testar a operacionalidade do plano de emergência interno, treinar os colaboradores, criar rotinas de comportamento e atuação, permitindo aperfeiçoar os procedimentos estabelecidos.

Após ter sido detectada e comunicada a situação ao responsável de segurança, o mesmo ativou o plano de emergência contactando os Bombeiros Voluntários de Braga que face à descrição de emergência mobilizou para o local os meios humanos e materiais necessários. Cinco minutos após o contacto, os BVB apresentavam-se nas instalações dos TUB onde a responsável da segurança os aguardava para fornecimento das informações necessárias.

Nessa altura num tempo inferior a cinco minutos, seguindo as indicações da equipa de evacuação, já todos os colaboradores da empresa se encontravam concentrados no ponto de encontro e o foco de incêndio na oficina extinto recorrendo aos meios de primeira intervenção. Já no local do sinistro os Bombeiros Voluntários avaliaram a situação, garantiram as condições de segurança nas operações de busca, salvamento e combate a incêndio.

No decurso destas operações detectaram a presença de um colaborador que no processo de evacuação sofreu uma queda (simulada) na descida das escadas, foram executados todos os procedimentos de estabilização e imobilização da vítima, sendo transportado ao Hospital de Braga pela ambulância presente no local, 17 minutos após a chegada dos BVB aos TUB.

Vinte e quatro minutos após ter sido activado o plano foi dado por terminado o exercício, seguindo-se uma briefing final onde o senhor comandante interino Pedro Ribeiro frisou a importância deste tipo de exercícios nas empresas, bem como a importância formação. Só com uma formação adequada é possível limitar os riscos de incêndio, em complemento às medidas de segurança adotadas no estabelecimento. O investimento efectuado em equipamentos e sistemas de segurança contra incêndios só poderá ser devidamente aproveitado se os colaboradores possuírem formação adequada na área da segurança, de modo a agirem de forma harmónica com as medidas adoptadas.

Às 10:32 minutos após activação do plano de emergência foi reposta a normalidade e solicitado que todas as actividades regressassem à normalidade.”

@Correio do Minho, 06/05/2019

“Entrevista Teotónio Santos” – Diário do Minho

TUB preparam futuro sustentável com novas instalações para todos e estratégias de negócio

Os Transportes Urbanos de Braga (TUB) estão a preparar-se para um futuro sustentável, com base em novas instalações, para pessoas e máquinas, em novas tecnologias e em novas estratégias de negócio, que podem colocar empresa de transportes públicos municipais sobre as rodas do sucesso e da sustentabilidade. Em entrevista ao Diário do Minho, Teotónio Santos, administrador executivo da empresa, explicou os passos e expetativas, cujo fim último é conquistar cada vez mais utentes e servi-los bem. A gestão do estacionamento de superfície na cidade é apenas mais uma das novas tarefas, que pode ajudar nesta missão, para além dos benefícios para o ambiente.

Diário do Minho (DM) – A nova estratégia dos TUB passava obrigatoriamente pela aquisição dos terrenos na Ponte dos Falcões?
Teotónio Santos (TS) – Também. A aquisição dos terrenos era fundamental. São cerca de 4 mil e 500 metros quadrados de terreno, que se vão juntar aos quase 20 mil do atual Parque de Material e Oficinas (PMO). Este parque está bem localizado, porque está muito próximo do centro da cidade, o que facilita muito em termos de horários dos motoristas, sobretudo nas horas de viagem em vazio. Contudo, já está claramente insuficiente para as nossas necessidades e pela dimensão da empresa, tendo em conta também que as instalações estão completamente obsoletas.

DM – Como está o processo?
TS – Fizemos essa aquisição à Bragahabit, já está pago e escriturado. E, felizmente, foi uma situação em que todos ficaram todos a ganhar. Porque as pessoas foram realojadas em melhores condições, ou seja, ajudamos a resolver a situação e nós passamos a ter um terreno com maior dimensão para fazermos aquilo que precisamos, nomeadamente para o aparcamento dos autocarros. O nosso parque atual já não tem condições, sobretudo no aparcamento, porque os autocarros ficam muito em cima uns dos outros, dificultando manobras. No futuro, cada autocarro terá o seu lugar fixo.

DM – E as obras, como andam?
TS – As demolições já estão concluídas, neste momento estamos a terminar a vedação para concluir o processo de aquisição e posse. O objetivo é começar a utilizar o mais depressa possível o terreno como parque, simplificando a vida dos nossos colaboradores, em particular dos nossos motoristas.

DM – Qual é o estado do parque automóvel dos TUB?
TS – Diria que estamos a melhorá-lo. No ano passado fizemos a aquisição de seis autocarros elétricos. Entretanto, como é público, já temos aprovado um pacote para mais 32, através do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR), em que investimos mais de seis milhões de euros, num investimento global de perto de dez milhões de euros. São sete autocarros elétricos e 25 a gás natural, mais as respetivas instalações para o enchimento para gás natural e respetivos carregadores elétricos. É úm processo que que vamos começar agora a executar em entre este ano e o próximo, criando melhores condições para enfrentar o futuro.

DM – Voltando às obras, o objetivo é conseguir apoio financeiro europeu, certo?
TS – Com certeza. Estamos inseridos numa Área de Reabilitação Urbana(ARU) e estamos dar os passos certos para fazermos uma candidatura ao IFRU – Instrumento Financeiro para Revitalização Urbana, para poder financiar o projeto e permitir a construção do nosso parque. Neste momento temos o nosso arquiteto a trabalhar afincadamente para fazer os ajustes necessários à candidatura. Tínhamos feito, há mais de um ano e meio, quase dois, um estudo prévio para as obras, e agora estamos a concretizar, com pequenas alterações, precisamente para que possa caber dentro deste instrumento financeiro para, no fundo, o mais breve quanto possível, dar melhores condições de trabalho aos nossos colaboradores, quer das áreas oficinais quer da área administrativa, dos motoristas, para que estejamos em melhores condições no futuro. Porque eles são fundamentais para o sucesso da empresa.

DM – Para além dos autocarros, o pessoal também vai ter casa nova. Qual é o orçamento da empreitada?
TS – Ainda não temos dados certos e não vale a pena estar a atirar números para o ar. Estamos a trabalhar nisso, porque, como disse, houve necessidade de fazer melhorias e alterações. Por isso, não se pode dizer ainda quanto é que vão custar as obras. É uma empreitada grande, que para estar completamente concluída vai demorar alguns anos. Mas estamos a trabalhar para que o mais rapidamente
possível possamos construir um edifício que possa abarcar a área da manutenção, os autocarros e a área administrativa. Este edifício vai tudo abaixo. Vai ser demolido, porque estas instalações estão obsoletas. Foram sendo construídos aos poucos, mas já não respondem às exigências e necessidades de uma empresa moderna e virada para o futuro, como são os TUB. Alguns espaços já foram demolidos para a colocação dos autocarros elétricos e os carregadores. Brevemente vamos demolir outros e no futuro as atuais instalações vão todas abaixo. Temos de garantir que todos os colaboradores tenham condições para enfrentar os desafios do futuro.

DM – Qual é a mais-valia destas obras para a empresa e os utentes?
TS – Serão, certamente, uma grande mais-valia para a empresa e para os utentes em geral. Porque fazemos a nossa manutenção nas instalações e todo o trabalho que sai daqui reflete-se nos cidadãos. Temos feito um esforço enorme, e com sucesso, para aumentar o número de utentes dos autocarros e o volume de negócio. Nos últimos cinco anos tivemos sempre resultados líquidos positivos, mas é um esforço enorme continuar a trabalhar nestas instalações, desempenhar cada vez melhor o nosso trabalho e continuar a captar mais clientes e trazer
um futuro mais sustentável à nossa cidade e á nossa empresa. O objetivo número um é continuar a aumentar o número de utentes e melhorar o serviço. Queremos sempre mais. Ano após ano temos vindo a colocar no nosso orçamento um crescimento de dois por cento e temos ultrapassado as metas. A meta final é captar cada vez mais clientes e desta forma, reduzir o número de transporte individual na nossa cidade.

DM – É com este propósito que os TUB vão assumir a gestão do estacionamento à superfície?
TS – Também. Os TUB têm um grande “know how” [experiência] em matéria de gestão. E no sentido de o aproveitar, recentemente foi feita uma alteração de estatutos da empresa, precisamente para nos permitir abarcar outras atividades e cumprir outras tarefas, entre as quais a gestão do estacionamento, que já foi anunciado pelo senhor presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio. Assim, ainda este ano, dentro de sensivelmente dois meses, vamos passar a fazer a gestão do estacionamento de superfície em Braga. Estamos a estudar o assunto, a preparar um modelo de negócio e em breve faremos o anúncio público, em conferencia de imprensa.

DM – O modelo de Nantes serviu de inspiração?
TS – Esta não é uma situação inédita. Já existe em muitos países. Ou seja, existe uma rede de transportes que serve a cidade e os cidadãos. No entanto, há pessoas que continuam a preferir o uso de transporte individual. O modelo de Nantes, em França, é inspirador, mas há outros bons exemplos. Estamos a estudar o melhor modelo para a cidade de Braga.

DM – Qual será o destino das verbas?
TS – Existe um estacionamento pago na cidade e essas verbas vão reverter para ajudar a financiar o sistema de transporte. O que quer dizer que o sistema de transportes de Braga vai ser permanentemente melhorado, porque vamos um ter nova fonte de financiamento. E vai ter consequências na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos e para o ambiente. Porque o objetivo é retirar carros do centro da cidade.

DM – Como é que classificaria a situação financeira dos TUB?
TS – A empresa está mais robusta, como atestam os cinco anos consecutivos de resultados líquidos positivos. Em 2016, os TUB saíram dos capitais próprios negativos, financia-se na banca em muito melhores condições em termos de juros; tem vindo a a ter sucessivos aumentos de número de passageiros e de volume de negócio, sem qualquer aumento dos tarifários, pelo contrário. Até foram feitas reduções aos reformados e estudantes, eliminadas algumas restrições. Ou seja, a empresa está, neste momento, mais robusta e mais voltado para o negócio, concentrada nos resultados obtidos. Daí também a importância de nos ser atribuída a gestão do estacionamento, que vai tor nar a empresa ainda mais robusta. O que significa que os TUB vão ficar em condições de prestar um melhor serviço aos seus utentes.

DM – O objetivo é tornar os TUB cada vez mais independentes da Câmara Municipal?
TS – Temos vindo a tentar captar cada vez mais utentes, melhorando a qualidade de vida na cidade, com menos transportes individuais e mais receitas diretas para os TUB. E com a gestão dos parcómetros , vamos ter mais verbas e o objetivo é criar condições precisamente para termos, no futuro, cada vez menos dependência dos subsídios camarários. Neste momento, o único apoio que temos é da Câmara Municipal de Braga. Porque o Estado Central praticamente não apoia em nada. Também por isso, não pomos de parte outros negócios que sejam rentáveis que possam melhorar a sustentabilidade da empresa.

DM – Há alguma novidade na prestação dos serviços dos TUB nos próximos tempos?
TS – Vamos apostar em três melhorias de serviços, a implementar brevemente: uma junto ao Hospital Privado de Braga, em Nogueira. É um espaço importante, de onde entream e saem diariamente cerca de duas mil pessoas. Portanto, vamos melhorar o serviço. Também vamos melhorar a oferta aos sábados, domingos e feriados para o Bom Jesus. Porque a procura tem sido cada vez maior, e já não estamos a dar respostas à imensa procura. Por outro lado, desta forma, antecipamos a proclamação de Bom Jesus como Património Mundial da Humanidade, que certamente chegará em breve; Vamos, igualmente, melhoria de oferta para o Hospital de Braga, a partir da linha das Camélias, que também já não dá resposta às necessidades. Estas melhorias vão começar a sentir-se a partir de maio ou junho. Estamos a estudar a melhor forma de as colocar em prática para servir bem os nossos utentes.

DM – A contratação dos colaboradores visa também melhorar a eficiêncicia?
TS – Temos feito uma renovação de pessoal, contratando sobretudo motoristas, porque temos vindo a fazer grandes melhorias na rede; temos já muitas linhas com frequência de 15/20 minutos, incluindo sábados, domingos e feriados. criamos um novo paradigma. Temos linhas a funcionar de 20 em 20 minutos, sete dias por semana.

DM – Os TUB são uma empresa com futuro?
TS – Têm tudo para ter um excelente futuro.

TUB receberam cerca de 800 mil do Estado para baixar os passes

DM – Por estas dias, no âmbito dos transportes públicos, a conversa anda à volta do afamado Programa de Apoio à Redução Tarifária (PART). Os Transportes Públicos de Braga ganharam alguma coisa ou, uma vz mais, foi para as áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto?
TS – De facto, grosso das verbas foi para as áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto. Para a Comunidade intermunicipal do Cávado (CIM do Cávado) vieram cerca de um milhão e 600 mil euros. E para Braga, mais concretamente para os TUB, vieram cerca de 800 mil euros.

DM – E como é que a verba chegou aos cidadãos?
TS – Arranjamos uma forma de empregar esta verba e foi implementado no prazo estipulado, que foi no dia 1 de abril. Assim, desde o primeiro de Abril, decidimos fazer um desconto de 16 por cento a todos os utilizadores de passes sociais. Foi uma redução significativa, que todos os detentores de passes bneficiaram.

DM – Uma das marcas atuais dos TUB são as parcerias com diferentes empresas e instituições. O que os TB ganham com isso?
TS – Trabalhamos cada vez mais em redes, quer com as universidades e outras instituições de ensino superior, quer com outras de fora, com as empresas. Nesta partilha de informações e de conhecimentos, todos ganhamos: aumentamos os nossos conhecimentos, as nossas decisões são melhores e como tal esta forma de trabalhar vai continuar. Recorde-se que, no âmbito destas parcerias, uma das mais próximas é o apoio ao 2.º Trail dos Bombeiros Voluntários de Braga, no dia 5 de maio. Mas também há parcerias com os Sapadores.

Autocarro do circuito turístico de Braga mais do que duplicou na Semana Santa

Diário do Minho (DM) – Por ocasião das festividades da Quaresma e Semana Santa de Braga, um dos serviços em destaque foi o do autocarro turístico. Não sei se tem números concretos, mas qual é o balanço que faz?
Teotónio Santos (TS) – A cidade de Braga está cada vez mais voltada para o exterior e está de portas abertas ao mundo. Felizmente, são cada vez mais aqueles que nos visitam e vêm de todo o mundo. Quanto ao serviço do circuito turístico na Semana Santa de Braga, o que posso dizer é que correu muito bem. Os dados que temos é que mais do que duplicamos os passageiros, em relação ao ano passado. Aliás, podemos acrescentar que este foi, sem dúvida, o melhor ano de sempre, em termos de circuito turístico.

DM – O que significa que é para continuar.
TS – Estamos mais do que confiantes que Braga possa continuar a ser um dos grandes destinos turísticos nos próximos anos, com tendência para aumentar. Aliás, não somos só nós a dizer. Por isso, sendo um projeto de suceso, diria que é obviamente para manter».

DM – O autocarro e o serviço turístico vão fazer agora uma pausa. Quando é que regressam?
TS – Sim. Com o encerramento das celebrações da Semana Santa, o serviço é suspenso e só regressará em finais de junho, mais precisamente depois de S. João.

DM – Nessa altura regressa também a linha para a Praia de Adaúfe.
TS – Precisamente. É outro serviço em que temos apostado de há uns anos a esta parte e que tem sido bem sucedido. É um circuito muito procurado pelos banhistas que também tem ajuda a valorizar o território. Recorde-se que a Praia fluvial de Adaúfe, que nos últimos anos tem recebido o galardão de Bandeira Azul, tem sido cada vez mais procurada por veraneantes da região de Braga e não só criando uma grande confusão no trânsito naquelas imediações. Daí a decisão da Câmara Municipal de Braga e da administração dos Transportes Públicos de Braga em criar um circuito para aquele espaço balnear. Uma medida que, para além dos ganhos para os próprios banhistas, que desta forma perdem menos tempo no trânsito, tem ganhos para o ambiente, uma vez que retira centenas de viaturas da estrada, diminuindo a poluição.

Braga compartilha experiências com Sant Boi

Braga compartilhou recentemente as experiências de adaptação às alterações climáticas com o Município espanhol de Sant Boi, localidade próxima de Barcelona.

Em comunicado, a autarquia liderada por Ricardo Rio refere que Braga foi um dos 12 concelhos europeus seleccionados, entre cerca de 60 candidatos, a participar num programa de intercâmbio para adaptação às alterações climáticas.

Inscrita no Pacto dos Autarcas contra as Alterações Climáticas, a Cidade de Braga está a compartilhar experiências com o Município espanhol de Sant Boi, localizado próximo de Barcelona.

Nesse âmbito, Braga recebeu, no início de Abril, a visita do vice-presidente de Sant Boi, acompanhado de um técnico especializado nessa área.

Após uma apresentação sumária das medidas desenvolvidos com vista à adaptação e/ou mitigação das alterações climáticas, foi efectuada uma visita a diversas das intervenções levadas a cabo no concelho, nomeadamente os sensores de nível e de qualidade da água existentes no rio Este e os sensores de qualidade do ar; a frota de autocarros eléctricos dos TUB; a reflorestação do Monte Picoto e o sistema construído em engenharia natural para evitar a contaminação das linhas de água após os incêndios de Outubro de 2017.

Na Primavera de 2020 está prevista a visita de uma delegação da Câmara de Braga a Sant Boi. Neste período os dois Municípios trabalharão em conjunto, compartilhando ideias e experiências enriquecedoras para ambos os territórios.

@Correio do Minho, 18 de abril de 2019

“Entrevista Teotónio Santos” – Correio do Minho

“RETIRAR TRANSPORTE INDIVIDUAL DA CIDADE”

“TEOTÓNIO DOS SANTOS, administrador executivo dos TUB, perspectiva a continuidade de crescimento do número de utentes de transporte público, mesmo numa cidade que foi desenhada para o transporte individual.

Em entrevista ao Correio do Minho/Rádio Antena Minho, aponta o objectivo de captar a classe média para o transporte público e confia na gestão do estacionamento automóvel à superfície como fonte de receita importante para a transportadora municipal nesta fase de investimento em frota e instalações.”

P – Os Transportes Urbanos de Braga (TUB) tiveram, em 2018, um crescimento de 2,3% do número de passageiros, relativamente a 2017. Este indicador tem tendência a aumentar?
R – 2018 foi um ano em que os TUB apresentaram crescimento de passageiros transportados e de volume de negócios. Pelo quinto ano consecutivo, tivemos um resultado líquido positivo. Pode dizer-se que os colaboradores têm feito um trabalho excepcional, sem comparação com outras empresas de transportes.

P – Transportaram 12 milhões de passageiros. Que metas têm para o futuro, atendendo ao Programa de Apoio à Reduçã Tarifária (PART)?
R – O objectivo é, claramente, continuar a aumentar o número de passageiros transportados. Queremos chegar aos 15 milhões nos próximos anos e a alterar a classificação modal a favor do transporte colectivo. Precisamos de retirar transporte individual da cidade e, nesse sentido, temos vindo a promover práticas para a mobilidade mais sustentável, criando um ecossistema mais favorável que permita às pessoas aceder à cidade através do transporte colectivo. Uma das medidas que implementámos foi o congelamento dos tarifários. Penso que isso não foi devidamente validado e reconhecido junto da comuniçação social e dos não utilizadores. Só agora que o Governo lançou o PART é que as pessoas começaram a consciencializar que o preço tem significado na decisão de escolha do transporte. Nós tínhamos essa certeza quando, no início de 2014, implementámos o congelamento dos tarifários.

P – No início do anterior mandato autárquico foi apontada a meta dos 20 milhões de passageiros em 2025. Ainda é realista essa perspectiva?
R – Essa meta foi retirada da política europeia de transportes públicos. O que constatámos é que a maior parte das cidades nem tem aumentado o número de passageiros. Braga tem conseguido aumentos significativos.

P – 15 milhões até final deste mandato autárquico?
R – Não. Para atingir esse número precisamos de aumentar ainda mais a oferta e ter mais autocarros.

P – Apesar dos cinco anos de aumento de passageiros transportados, a cidade de Braga continua com muitos automóveis a circular. Há muito transporte individual nas deslocações pendulares. Há outras razões para o transporte público não ser a primeira escolha para muitas pessoas?
R – A cidade de Braga nasceu orientada para o transporte individual. Onde moram 100 mil pessoas há cerca de 50 mil lugares de estacionamento de transporte individual. Com o crescimento que teve, a cidade favoreceu a vinda do transporte individual para o centro. Nós temos vindo a contrariar essa perspectiva com algum sucesso. Temos vindo a fazer grandes campanhas de promoção, a sensibilizar para a existência de uma rede de transporte público que tem vindo a melhorar significativamente. Os principais pólos geradores de mobilidade dentro da cidade já estão ligados com frequência de autocarros de 15 minutos.

P – Já há menos desculpas para não usar o transporte público?
R – A oferta dos TUB tem melhorado significativamente nos últimos anos e sem qualquer aumento de tarifário. Por exemplo, tínhamos a zona de Lamaçães praticamente sem oferta e hoje tem duas linhas que representam um novo paradigma de mobilidade, que funcionam todos os dias da semana, com frequência de 20 em 20 minutos.

P – A renovação da frota tem ajudado a criar uma imagem diferente dos TUB?
R – Nós tentamos melhorar a imagem da empresa e a imagem dos autocarros, mesmo os que estão mais envelhecidos. Com o Programa Operacional Sustentabiliade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR), já executámos o processo de renovação da frota. Seis novos autocarros eléctricos já estão a operar deste Setembro.

P – Qual é o balanço de funcionamento dessas autocarros?
R – O balanço é positivo. Desde o início da operação, executámos 80% dos quilómetros previstos. Isso teve a ver com alguns constrangimentos que foram surgindo fruto de uma tecnologia recente. Um autocarro eléctrico ainda não aguenta um dia inteiro de serviço Estamos numa fase de aprendizagem, daí a nossa opção de não depender de uma única tecnologia. O segundo projecto POSEUR, já aprovado e que vamos começar a executar agora, para estar concluído até final de 2020, inclui sete autocarros eléctricos e 25 a gás.

P – Essa desproporção tem a ver com a maior eficácia dos autocarros a gás?
R – Tem a ver também com a questão do preço. Um autocarro à gás custa sensivelmente metade de um autocarro eléctrico.

P – Os autocarros eléctricos geraram algum incremento de passageiros?
R – As linhas onde operam já estavam em crescimento. Quando os clientes aumentam é por vários motivos.

P – Em termos de operação, os TUB têm ganhos com os autocarros eléctricos?
R – O investimento pesa na operação. Cada autocarro eléctrico custou 425 mil euros. Já estamos com ganhos significativos na operação.

P – Para o corrente ano está previsto um grande investimento dos TUB através do POSEUR. Quando é que os 32 novos autocarros entram em operação?
R – Não vêm todos ao mesmo tempo. O programa terá de estar implementado até ao final de 2020. Prevê-se um investimento de 9,7 milhões de euros, dos quais 3,6 cofinanciados pelo POSEUR. Ou seja, os TUB vão ter de colocar nesta operação cerca de 6,3 milhões de euros.

P – São autocarros para substituir outros mais antigos, ou haverá crescimento da frota?
R – Nós apontamos duas lacunas ao POSEUR: o financiamento não é assim tão significativo e exige o abate de uma viatura por cada viatura nova que entre. Não prevê o crescimento da frota que iria dar resposta a novas necessidades da cidade, que tem cada vez mais pessoas que vêm para cá estudar e trabalhar.

P – Os TUB tem 147 autocarros. Qual seria o número ideal?
R – Nem todos esses 147 estão operacionais.

P – Quando chegam as primeiras novas viaturas?
R – Estamos a preparar a operação com as entidades financeiras. Até ao final do ano teremos cá os primeiros autocarros.

P – Apesar de resultados operacionais positivos sucessivos, os TUB não têm possibilidade de crescimento da frota, uma vez que os novos 32 autocarros vêm substituir outros mais antigos?
R – Nos últimos cinco anos temos tido resultados positivos, mas o que é facto é que não conseguimos libertar recursos para renovar a frota. Neste momento temos vários desafios. Temos o plano de renovação da frota para executar este ano e no próximo; temos a anexação dos terrenos da Ponte dos Falções para, numa primeira fase, ampliar, o nosso parque de viaturas, e avançar para o Parque de Material e Oficinas (PMO). As actuais oficinas estão completamente obsoletas.

P – É um projecto para avançar este ano?
R – Sim. Há dois anos apresentámos um anteprojecto, estamos a concluir um projecto que prevê a alteração das oficinas e dos escritórios, Neste momento, estamos a vedar o nosso terreno para, numa primeira fase, ali estacionarmos os autocarros. Como se trata de uma área de reabilitação urbana, pensamos que poderemos estar em boas condições de concorrer ao IFRRU 2020 – Instrumento Financeiro. Reabilitação e Revitalização Urbanas. Trata-se de um terreno bem localizado, que reduz os quilómetros em vazio e o horário dos motoristas, ao contrário do que sucederia se fosse na periferia da cidade.

P – Há quem sugira essa localização. Há prós e contras?
R – Em termos de quilómetros em vazio e de horários dos motoristas, seria uma situação gravosa para a empresa e que poderia pôr em causa as contas da empresa.

P – Tem ideia do investimento necessário para o PMO?
R – Estamos a ultimar pormenores com o arquitecto de forma a que possamos ter um parque com qualidade para responder aos desafios da cidade.

P – Está prevista alguma remodelação da rede dos TUB? Acrescentar linhas às que existem, mesmo tendo em conta as limitações da frota?
R – O PART prevê a utilização da verba alocada a Braga, 782 mil euros, para redução tarifária e melhoria do serviço. Decidimos utilizar 81% dessa verba para a redução tarifária, implementando uma redução de 16% para toda a população que utiliza passe de carregamento mensal. Os 19% remanescentes vamos utilizá-los na melhoria da oferta, ainda este ano, a partir de Maio/Junho. Em Nogueira, a zona do Hospital privado que, apesar de movimentar mais de duas mil pessoas, está mal servida de transporte público; vamos melhorar a oferta para o Bom Jesus aos sábados, domingos e feriados, porque a procura turística tem vindo a aumentar nos últimos anos; também aos fins-de-semana, vamos aumentar a oferta da linha Camélias- Hospital público.

P – Algumas pessoas poderão questionar o porquê de os TUB não afectarem à melhoria do serviço uma fatia maior do PART…
R – Queríamos que se fizesse sentir a questão da redução do tarifário. O preço tem relevância na opção pelo transporte público.

P – Já se notaram resultados da redução do tarifário dos passes?
R – É prematuro. Comparativamente com 2017, estamos com mais dois mil passes, mas muitos vêm de trás. Temos de esperar alguns meses para tirar alguma conclusão.

P – Esta redução não se aplica a outros títulos de transporte.
R – Decidimos aplicar a redução aos clientes mais fidelizados ao transporte público.

P – O cliente dos TUB é muito estudantil e idoso. Há mais alguma parte da sociedade que gostassem de captar?
R – O objectivo que temos vindo a procurar é captar a classe média com melhoria de oferta. Desde 2014 que temos vindo a crescer em todos os títulos de transporte, incluindo o passe normal não bonificado. Queremos que a classe média substitua o seu transporte individual pelo autocarro.

P – O apoio do Programa de Apoio à Redução Tarifária (PART) vai manter- -se no próximo ano e seguintes?
R – Esperemos que sim. É um primeiro passo que o Governo deu para promover a verdadeira mobilidade sustentável e que teve, pela primeira vez, impacto fora das grandes áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.

P – A administração dos TUB, na linha do que vem dizendo há muito tempo o próprio poder municipal, também se sente discriminada pelo poder central em relações aos sistemas de transporte de Lisboa e Porto?
R – Sim. Ainda há poucos dias o presidente da Carris dizia numa entrevista que tem vindo a renovar a frota com o apoio do POSEUR, ao mesmo tempo que afirmava que não tem de recorrer à banca para financiar o remanescente. O Governo financia- os por duas vias. Os TUB vão executar este segundo programa do POSEUR com necessidade de recorrer à banca.

P – Isso quer dizer que nos próximos anos não podemos esperar resultados financeiros tão positivos nos TUB?
R – O nosso objectivo é continuar a crescer, a captar mais clientes.

P – Mas será mais difícil manter o equilíbrio de contas com estes novos encargos financeiros?
R – O que esperamos é que os novos autocarros nos permitam reduzir os custos operacionais e continuar a ter a empresa com as contas equilibradas.

P – Os custos operacionais têm um peso grande?
R – Os TUB têm um orçamento próximo dos 12 milhões de euros e cerca de sete milhões são para pagar salários. O segundo maior custo são os combustíveis: cerca de três milhões de euros por ano.

P – A redução dos passes via PART abrangeu 22 mil pessoas?
R – Sim.

P – É um número que fica aquém das expectativas, tendo em conta a população do concelho de Braga?
R – O objectivo é que os utilizadores pontuais do transporte público possam fidelizar- se com a aquisição do passe mensal.

P – O financiamento do PART vai acompanhar um eventual crescimento do número de utentes com passe mensal?
R – Se houver um crescimento muito substancial, poderemos não ver essa verba comparticipada.

P – Não há um financiamento ‘per capita’?
R – Não. O Orçamento de Estado prevê para as áreas metropolitanas de Lisboa e Porto a grande fatia do PART. Para a Comunidade Intermunicipal do Cávado foram afectos 1,6 milhões de euros. Temos de viver com o que temos.

P – ‘O School Bus’ é um projecto com sucesso?
R – Sim. Arrancámos no início do ano lectivo no sentido de descarbonizar e de retitar alguns carros do centro da cidade. Temos seis escolas envolvidas, três públicas e três privadas, e temos tido boa procura e bom ‘feed back’ por parte dos alunos e dos encarregados de educação.

P – Há possibilidade de alargamento no próximo ano lectivo?
R – Estamos a estudar.

P – Quais são as dificuldades?
R – Têm a ver com constrangimentos financeiros, como é óbvio. Servimos seis escolas em zonas críticas da cidade.”

“Receita dos parcómetros financiará transporte público”

R – Disse atrás que a cidade de Braga foi desenhada para o trânsito automóvel particular. Brevemente, os TUB vão ficar com a missão da fiscalização do estacionamento automóvel à superfície. É uma desafio novo para a empresa? Como estão a prepará-lo?
R – Um dos desafios é a gestão de novos negócios. Aqui entra a gestão do estacionamento à superfície. Há cerca de dois meses foi aprovada a alteração dos estatutos para que pudéssemos abarcar outras competências. A empresa tem ‘know how’ e poderá permitir uma gestão mais integrada da mobilidade. Estamos a estudar com a Câmara Municipal um modelo de negócio que apresentaremos muito brevemente.

P- O condutor dos autocarros dos TUB vai ver se os carros estão mal estacionados?
R – (risos) Não!

P – Essa imagem já foi muito usada pelos críticos…
R – Em muitas cidades já existe uma rede de transportes que dá resposta a determinada população. A restante população que não pretende utilizar a rede de transportes vem no seu carro individual e paga o estacionamento. Esse dinheiro reverte para o financiamento do sistema de transportes. Este modelo pode permitir uma gestão integrada da mobilidade tornar-se um negócio rentável para ajudar os TUB.

P – Isso pode ser importante para o equilíbrio das contas nesta fase de maior investimento?
R – Sim. Nós vamos investir fortemente nos autocarros e no nosso parque. Essa verba pode ser relevante.

P – Quem vai fiscalizar o estacionamento?
R – Teremos uma equipa para esse serviço.

P -Isso acontecerá ainda este ano?
R – Seguramente.

P – Podemos ver nesta opção do Município de Braga uma valorização do transporte público? Os TUB poderão ter alguma capacidade de supremacia sobre o transporte privado em determinadas zonas da cidade?
R – A fiscalização do estacionamento em segunda fila e nas nossas baías de estacionamento dirá respeito às autoridades policiais. Nós simplesmente vamos fiscalizar o estacionamento nos parcómetros.

P – A Câmara Municipal de Braga tem anunciada uma alteração do mapa do estacionamento à superfície e a criação de zonas diferenciadas…
R – Estamos a estudar o assunto em articulação com a Câmara.

P – Mas por essa via poderão reduzir zonas de conflito?
R – Podem ser acrescentadas zonas de estacionamento, podem ser reduzidas outras. Estamos a estudar também a possibilidade de preço diferenciado por zonas.

P – No início do anterior mandato autárquico, falou-se muito da possibilidade de novas modalidades de transporte público em Braga. Falou-se muito do BRT (Bus Rapid Transit) . É um cenário que a actual administração dos TUB equaciona?
R – Os fundos comunitários para 2020- 2030 prevêem a inserção de BRT em cidades com mais de 100 mil habitantes. Braga insere-se nesse tipo de cidades. São investimentos exigentes e de grande envergadura que exigem fundos comunitários. Em alguns eixos da cidade seria possível implementar um BRT.

“Das 74 linhas regulares apenas 14 são rentáveis”

P – Os TUB têm um papel importante na ligação das zonas periféricas e rurais à cidade de Braga com custos operacionais mais gravosos. Há um compromisso social que se mantém? R – Nós fazemos operação em todas as freguesias. Temos vindo a introduzir melhorias não só na zona urbana, mas também em S.Pedro d’Este, Ferreiros, Ruílhe, Tebosa, Esporões, Guizande, Cunha, Arentim, Tadim…

P – Aí também tem havido crescimento de passageiros?
R – Nalguns sítios tem havido redução e noutros temos tido ganhos. Nós temos 74 linhas regulares e apenas 14 são rentáveis. Treze linhas transportam 60% dos nossos clientes. Mesmo assim, não descuramos as freguesias e temos vindo a melhorar o serviço onde é possível.

P – Lembramo-nos de ver autocarros dos TUB a circular em período nocturno nas freguesias periféricas. É inevitável a redução dessa oferta?
R – Nos últimos anos, não se verificou redução. Foram adequados horários.

“Não temos ideia de fazer aumento de preços. Vamos manter o congelamento do tarifário, apesar do aumento significativo do custo dos combustíveis.””

“Ainda não existe bilhética integrada”
“P – A Comunidade Intermunicipal do Cávado tem seis municípios. A perspectiva é que se possa viajar com uma bilhética integrada. A harmonização bilhética não está conseguida?
R – Não. Temos vindo a trabalhar com outros operadores. A nossa bilhética já permite uma integração, mas isto não é transversal a outras empresas. Esperamos que, quando forem lançados novos concursos, até final deste ano, se possa ter em atenção uma bilhética integrada.

P – A CIM Cávado está em desvantagem em relação às áreas metropolitanas de Lisboa e Porto?
R – Sim. Lisboa e Porto sempre tiveram uma gestão mais metropolitana do sistema de transportes.

P – Termos uma espécie de ‘andante’ no Vale do Cávado é um sonho?
R – É uma possibilidade, mas é preciso trabalhar. A nossa bilhética já permite compatibilidade, já temos capacidade para fazer algumas validações através de telemóvel, mas as outras empresas têm de evoluir.

P – Seria interessante os TUB terem uma bilhética integrada com a CP?
R – Sim.

P – É falacioso falar-se de mobilidade dentro da Comunidade Intermunicipal ?
R – É um caminho que tem de se percorrer. Nós já temos vindo a fazer alguma intermodalidade funcional. Os nossos horários junto às estações de comboios e de camionagem foram adequados com os outros operadores. Essas linhas têm tido um aumento significativo.”

Perfil
“TEOTÓNIO Andrade dos SANTOS é licenciado e mestre em Engenharia e Gestão Industrial, tendo sido director de exploração dos Transportes Urbanos de Braga (TUB) entre 2002 e 2013, depois de ter passado pelo Departamento de Exploração da empresa, de 2000 a 2001.

É autor de estudos de procura e implementou várias linhas de transporte urbano de passageiros, tendo coordenado a reestruturação da rede regular de transporte colectivo de passageiros.

Está na administração da transportadora municipal bracarense desde 2014.”

in Correio do Minho, 13/04/2019 #TUB #Braga #mobilidade #sustentável #recortesdeimprensa

“11,9 milhões de passageiros nos autocarros de Braga”

Registou-se um aumento de 2,3% na procura. Venda de títulos rendeu 6,2 milhões de euros.

Os Transportes Urbanos de Braga (TUB) aumentaram o número de passageiros pelo quinto ano consecutivo e, em 2018, chegaram a 11,9 milhões de pessoas, mais 2,3% do que em 2017. A venda de títulos ultrapassou os 6,2 milhões de euros, mas a receita total da empresa, incluindo alugueres, cifrou-se nos 6,8 milhões, mais 4% em comparação com o ano anterior.

“Os bracarenses têm acreditado que vale a pena ter uma empresa de transportes inclusiva, em posse do Município, e com índices de qualidade que nos enchem de satisfação”, afirmou o presidente do Conselho de Administração , Firmino Marques, sublinhando que os resultados positivos nunca implicariam aumento do tarifário. “Temos ajudado à economia das famílias. Estamos a colaborar e a convidar os bracarenses a utilizarem ainda mais o transporte público”, defendeu, minutos antes de demonstrar que a empresa fechou o ano com um resultado líquido de 37,2 mil euros.

Ao todo, as 147 viaturas dos TUB fizeram quase 600 mil viagens e percorreram seis milhões de quilómetros. Os responsáveis destacaram também o grau de fiabilidade, garantindo que foram realizadas 99,95% das viagens planeadas.

“A perspectiva é continuar a crescer”, frisou o administrador Teotónio Santos, lembrando que a empresa tem estado num processo de renovação da frota, com apoio de fundos comunitários. Começou por seis autocarros elétricos, mas até 2025 espera adquirir mais 7 e 25 a gás.

in Jornal de Notícias, 10/04/2019